- Central
- Tradução SCP-2053
- Tradução SCP-3989
- Tom clínico: Desconfidencializado (Tradução)
- Tradução SCP-3340
- Tradução SCP-2082
- Orientação do Departamento de Desinformação (Tradução)
Uma página de amostra de SCP-2053-21
Item nº: SCP-2053
Classe do Objeto: Seguro
Procedimentos Especiais de Contenção: SCP-2053-1 é mantido num cacifo de contenção normal no Sítio-██. SCP-2053-2 deve ser guardado numa flash drive de 2GB no mesmo cacifo de contenção que SCP-2053-1. Uma vez por mês, um pesquisador de Nível-2 deve remover SCP-2053-1 do seu cacifo e tentar rodar as faces do objeto. Se sem sucesso, o objeto deve ser retornado ao cacifo. Se a rotação é bem-sucedida, ensaios serão continuados sobre a direção do Dr. Boone.
Descrição: SCP-2053-1 é um cubo de puzzle medindo aproximadamente 5.7cm ao longo de cada aresta exterior. É fisicamente idêntico a um cubo de puzzle padrão da marca Rubik. SCP-2053-1 pode ser resolvido da mesma maneira que um Cubo de Rubik não-anômalo, rodando as suas várias faces até que todos os autocolantes em cada face distinta do cubo tenham cor idêntica. O objeto mostra sinais de desgasto, presumivelmente uma indicação de muito uso; porém testes demonstram que os autocolantes nunca foram removidos.
Ocasionalmente, SCP-2053-1 entrará num estado ativo, durante o qual as faces deste objeto começaram a rodar por conta própria, a aproximadamente três rotações por segundo. Após que o objeto tenha completado várias destas rotações, este irá entrar um estado passivo por aproximadamente vinte segundos, durante o qual as faces permanecerão nesta permutação. O objeto irá então tornar-se ativo de novo, e voltará ao seu estado de base “resolvido”, nesse ponto irá tornar-se dormente mais uma vez.
SCP-2053-2 é um ficheiro de computador classificado como “i_love_you_jake_please_read_this.pdf”2. Os metadados associados com o ficheiro mostram que tem 1.21 MB de tamanho e pode ser guardado em qualquer mídia digital com esta quantidade de armazenamento disponível; contudo, o número de páginas contidas no documento ultrapassa de longe o número que deveria ser possível para um documento deste tamanho. Quando aberto por um programa que suporta PDFs, o documento resultante contém exatamente 43252003274489856000 páginas; analistas da Fundação estimam que um documento PDF não-anômalo deste tamanho ocuparia aproximadamente 2.1 yottabytes (2.1 triliões de terabytes) de espaço de armazenamento.
Cada página do documento retrata uma rede poliédrica duo-dimensional equivalente a um Cubo de Rubik tridimensional. O diagrama em cada página é colorido de tal maneira que corresponda a uma permutação possível de SCP-2053-1. Exibido em baixo de cada diagrama está uma expressão ou frase em Inglês numa fonte preta indefinível. Usando recursos de computação obtidos da ██████ Inc., funcionários designados para SCP-2053 criaram uma base de dados digital contendo todos estes diagramas e as suas frases correspondentes. É importante notar o facto que o número de páginas de SCP-2053-2 corresponde exatamente ao número de permutações de SCP-2053-1. Isto implica que, para cada permutação possível, existe uma frase correspondente. Fisicamente rodando as faces do cubo para combinarem com uma permutação contida em SCP-2053-2, comunicação com SCP-2053-1 é possível, usando as frases dadas no documento.
Registo da entrevista 2053-01
Notas: Para o propósito desta experiência (e entrevistas subsequentes), Dr. Boone configurou um dispositivo que rapidamente analisa cada permutação de estado passivo de SCP-2053-2 e compara com os conteúdos de SCP-2053-2, através de referências cruzadas, para produzir a frase correspondente. Ao mesmo tempo, outro programa é usado para pesquisar SCP-2053-2 pela frase específica desejada, como por exemplo “WHAT IS YOUR NAME”, e traduz estas frases de volta às suas permutações correspondentes. Estes dois programas são usados em conjunto, essencialmente para decodificar comunicações transmitidas por SCP-2053-1, e codificar frases direcionadas a SCP-2053-1. Isto permite ao Dr. Boone dialogar com SCP-2053-1, para determinar a natureza da entidade associada com este. Todas as frases usadas durante esta entrevista inicial aparecem em SCP-2053-2; capitalização e ortografia não foram alteradas.
Dr. Boone: OLÁ
SCP-2053-1: JAKE
Dr. Boone: COMO É QUE ESTÁS A FAZER ISTO
SCP-2053-1: JAKE ÉS TU
Dr. Boone: SIM
SCP-2053-1: SOU EU O TEU PAI
Dr. Boone: COMO É QUE ESTÁS A FAZER ISTO
SCP-2053-1: EU AMO-TE JAKE
Dr. Boone: EU AMO-TE PAI
SCP-2053-1: EU ESTOU TÃO FELIZ JAKE
Dr. Boone: O QUE É QUE SE ESTÁ PASSAR
SCP-2053-1: NUNCA FALASTE PARA MIM ANTES
Dr. Boone: DESCULPA
SCP-2053-1: EU ESTOU TÃO FELIZ QUE ISTO FUNCIONOU
Dr. Boone: O QUE É QUE FUNCIONOU
SCP-2053-1: EU FINALMENTE ENCONTREI UMA MANEIRA DE FALAR CONTIGO
Dr. Boone: O QUE É QUE QUERES DIZER
SCP-2053-1: OS MÉDICOS DISSERAM QUE PROVAVELMENTE NUNCA MAIS IAS FALAR
SCP-2053-1: DEPOIS DO ACIDENTE COM A TUA MÃE
Dr. Boone: O ACIDENTE
SCP-2053-1: EU SINTO MUITO JAKE
SCP-2053-1: TUDO O QUE EU SEMPRE QUIS FOI CONTAR-TE
Dr. Boone: CONTAR-ME O QUÊ
SCP-2053-1: EU AMO-TE E SINTO MUITO
Dr. Boone: TUDO BEM
SCP-2053-1: ISTO É O MÁXIMO QUE TU ALGUMA VEZ FALASTE COM ALGUÉM EXISTEM TANTAS COISAS QUE EU QUERO PERGUNTAR-TE
Neste momento, Dr. Boone acaba a comunicação.
Eu recomendo que tentemos descobrir o que podemos fazer com este “Jake” e o seu pai antes e continuarmos. Nós não vamos conseguir manter esta fachada para sempre. – Dr. Boone
Adendo 2053-01: A partir de ██/██/████, nenhum progresso foi feito na busca pelo indivíduo acreditado a estar associado a SCP-2053.
Bem, Jacob é um nome comum, não é? Nós vamos precisar de modificar os nossos parâmetros de busca. Ver isto de um ângulo diferente. Baseado no que o “pai” disse, eu penso que temos razão em acreditar que este “Jake” tenha algum tipo de distúrbio social ou de desenvolvimento. Vamos começar a procurar em orfanatos, instituições mentais, hospitais, etc. – Dr. Boone
Adendo 2053-02: A Fundação localizou um indivíduo numa unidade de cuidados extensivos em ████████, SC3 que se enquadra nos parâmetros corretos; Jacob ████,de 31 anos, sofrendo de [REDIGIDO]. Quando entrevistado, o seu médico assistente comentou sobre o apego exagerado do Jacob a puzzles complexos – especialmente Cubos de Rubik – e a sua habilidade para os resolver.
Bem, parece que encontramos o Jake. Por causa da sua condição atual, comunicação direta é impossível. Baseado nas informações que juntamos a partir de SCP-2053-1 e o médico do Jacob, parece que, na verdade, ele nunca falou com ninguém. Eu recomendo mantermos o filho fora da equação e continuarmos a interagir com SCP-2053-1 com esta fachada. Nós vamos interagir com ele todos os meses para ver se a sua condição muda, mas, da maneira que estas coisas são, nós provavelmente nunca vamos ouvir o seu ponto de vista de… o que quer que isto seja. – Dr. Boone
Adendo 2053-03: Em todas as entrevistas até este ponto (ver de Registo de Entrevista 2053-02 até 2053-08), SCP-2053-01 têm sido relutante a revelar qualquer informação sobre a origem da atual condição do “Jake”. À luz disto, Dr. Boone decidiu comunicar com SCP-2053-01 sobre o disfarce de um médico genérico (ver Registo de Entrevista 2053-09 abaixo).
Registo da entrevista 2053-09
Dr. Boone: OLÁ
SCP-2053-1: OLÁ
Dr. Boone: NÓS PRECISAMOS DE FALAR
SCP-2053-1: SOBRE O QUÊ JAKE
Dr. Boone: ISTO NÃO É O JAKE
SCP-2053-1: JAKE É BOM QUE ISTO SEJA UMA PIADA
Dr. Boone: ISTO NÃO É UMA PIADA
SCP-2053-1: QUEM ÉS
Dr. Boone: EU SOU UM MÉDICO
SCP-2053-1: ONDE ESTÁ O MEU FILHO
Dr. Boone: O TEU FILHO ESTÁ SEGURO
SCP-2053-1: O QUE É QUE FIZESTE COM O JAKE
Dr. Boone: O TEU FILHO ESTÁ SEGURO
SCP-2053-1: DÁ-ME AO MEU FILHO
Dr. Boone: EU PRECISO DE TE PERGUNTAR ALGUMAS COISAS
SCP-2053-1: O QUE É QUE FIZESTE COM O JAKE
Dr. Boone: O JAKE ESTÁ A SER TRATADO
SCP-2053-1: DÁ-ME AO MEU FILHO EU PRECISO DE VERIFICAR SE ELE ESTÁ BEM
Dr. Boone: EU NÃO POSSO
SCP-2053-1: PORQUE NÃO O QUE É QUE ACONTECEU
Dr. Boone: EU GARANTO-TE QUE O JAKE ESTÁ COMPLETAMENTE SEGURO
SCP-2053-1: POR FAVOR NÃO MAGOES O MEU FILHO OH DEUS ELE ACABOU DE VOLTAR PARA MIM
Dr. Boone: SE RESPONDERES ÀS MINHAS PERGUNTAS EU POSSO DAR-TE MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O TEU FILHO
SCP-2053-1: O QUE É QUE TU QUERES
Dr. Boone: ESTÁS CIENTE DA TUA CONDIÇÃO ATUAL
SCP-2053-1: SIM
Dr. Boone: PODERIAS EXPLICAR COM É QUE ACABASTE NA TUA CONDIÇÃO ATUAL
SCP-2053-1: EU SÓ QUERO FALAR COM O MEU FILHO
SCP-2053-1: ELE É UM RAPAZ ESPECIAL
SCP-2053-1: ELE ADORA O SEUS PUZZLES
SCP-2053-1: MAS DESDE DO ACIDENTE COM A MÃE DELE ELE NÃO FALA COM NINGUÉM
SCP-2053-1: ELE PASSA O DIA INTEIRO BRINCANDO COM OS SEUS CUBOS
SCP-2053-1: O MÉDICO DIZ QUE É MUTISMO PROGRESSIVO
SCP-2053-1: NOVE ANOS
SCP-2053-1: EU SÓ QUERO FALAR COM O MEU FILHO
Dr. Boone: PODERIAS EXPLICAR COM É QUE ACABASTE NA TUA CONDIÇÃO ATUAL
SCP-2053-1: EU CONHECI UM CARA QUE DISSE QUE PODERIA FAZER O JAKE FALAR
SCP-2053-1: ELE CONHECIA UM MÉDICO EM VIRGINIA OU COISA DO GÊNERO QUE PODERIA CONSERTAR O JAKE
SCP-2053-1: EU SÓ QUERO FALAR COM O MEU FILHO
Dr. Boone: ESTE HOMEM TRANSFORMOU-TE NUM CUBO DE RUBIK
SCP-2053-1: FUNCIONOU NÃO FUNCIONOU EU CONSEGUI FALAR COM O MEU FILHO DEPOIS DE NOVE ANOS DE SILÊNCIO
Dr. Boone: EU SUPONHO QUE SIM
SCP-2053-1: POR FAVOR POSSO FALAR COM O MEU FILHO DE NOVO DÁ-ME PARA ELE
Dr. Boone: DESCULPA DE MOMENTO ISSO É IMPOSSÍVEL
SCP-2053-1: PORQUÊ O QUE É QUE ACONTECEU
Dr. Boone: JAKE NÃO CONSEGUE COMUNICAR NESTE MOMENTO
SCP-2053-1: OH DEUS O QUE É QUE FIZESTE COM O JAKE
SCP-2053-1: SEUS BASTARDOS É BOM QUE NÃO MAGOEM O MEU FILHO EU JURO POR DEUS
SCP-2053-1: ONDE ESTÁ O MEU FILHO
Dr. Boone: EU GOSTARIA DE PERGUNTAR-TE ALGUMAS QUESTÕES ANTES
SCP-2053-1: ONDE ESTÁ O MEU FILHO
Neste momento, SCP-2053-01 entra num estado dormente, aparentemente “preso” nesta permutação. Desde a conclusão desta entrevista, todas as tentativas pelo Dr. Boone e funcionários assistentes de rodar as faces do objeto foram infrutíferas.
A imagem seguinte retrata a página de SCP-2053-02 que corresponde à permutação atual do SCP-2053-14.

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| Foto aérea do SCP-3989 durante a pesquisa inicial de contenção. |
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Procedimentos Especiais de Contenção:
Devido à natureza imóvel de SCP-3989 e a sua proximidade a áreas povoadas, o Protocolo Plena Vista-201 está em vigor para operações realizadas em torno de SCP-3989. Uma cerca de arame com arame farpado rodeia a propriedade. Cercas de arame adicionais com postos de segurança rodeia a zona ativa de SCP-3989 à distância de 10 m. Civis deverão ser mandados embora ou detidos usando força não-letal. Quem conseguir invadir estes perímetros e entrar na zona ativa deverá ser considerado perdido até emersão, e depois capturado e colocado em quarentena sob o protocolo subsequente, se a segurança o permitir.
Área-126 foi criada para conter e armazenar todas as anomalias relacionadas a SCP-3989. Amostras só serão coletadas sob a permissão expressa do supervisor HMCL do item. ACP-01 até ao 05 e o HCP-01 até ao 04 poderão ser usados para conter o regresso de amostras vivas à discrição do Diretor da Área e do supervisor HMCL. Exploração de SCP-3989 poderá ser requisitada por Pesquisadores com Nível de Acesso 3 ou superior.
Compras de propriedades para a Área-126 estão de momento em revisão, e barreiras maiores de cimento a cercar a propriedade original estão a ser construídas. FTM Ψ-9 (“Contempladores do Abismo”) continuarão no local até aviso prévio. Devido à instabilidade política na área circundante, análise estratégica sobre contenção a longo prazo está a caminho.
Todo o material que saí da zona ativa deve ser transportado sob precauções de Biossegurança de nível 4 a todos os momentos. Amostras só devem ser coletadas sob a permissão expressa do supervisor HMCL do item. Nenhuma contenção a longo prazo de qualquer item, senciente ou não, que saia da zona ativa é atualmente autorizada. Estes itens deverão ser incinerados aquando da conclusão dos testes.
Funcionários de contenção afetados por SCP-3989-V devem ser detidos para interrogação sob HCP-03 até aviso prévio. Nenhuma exploração tripulada de SCP-3989-A será aprovada. Exploração por drones está, de momento, suspensa, pendendo da revisão do HMCL.
::PROCEDIMENTOS ATUAIS NA ÍNTEGRA. v 2.0::
Recursos da Fundação compraram 20 acres de terreno à volta de SCP-3989 e converteram-nos num olival funcional. Protocolo Plena Vista-201 está em vigor para todos os carregamentos enviados de e para a Área-126. Uma cerca de arame com arame farpado foi instalada à volta do perímetro da propriedade que cerca SCP-3989. Barreiras de cimento com 4m de altura foram colocadas cercando a extensão original da propriedade da Área-126, com postos de segurança nas paredes norte e este com acesso ao interior. Uma barreira adicional de cimento com 4m rodeia a extensão atual da zona ativa de SCP-3989, a uma distância de 5m.
Um pelotão de força destacado do FTM Ψ-7 ("Fumigadores") deverá estar no local em todos os momentos com acesso a armamento antitanque no caso de uma brecha interna ou invasão externa. Recursos adicionais estarão disponíveis se mais força for necessária para prevenir forças militares locais de entrarem na zona ativa de SCP-3989. Civis que tentem ganhar acesso deverão ser mandados embora ou detidos usando força não-letal, e devem ser capturados antes de transgredirem SCP-3989.
Todas as experiências com itens recuperados devem ser realizadas sob condições de Biossegurança de nível 4. Qualquer material recuperado de SCP-3989 deve ser incinerado aquando da conclusão dos testes, sem nenhuma exceção. Funcionários afetados por SCP-3989-V deverão ser oferecidos à escolha de autoterminação após entrevista ou detidos em celas de contenção HCP-03 permanentes no local.
Bissemanalmente, 4 equipas de 10 membros cada da FTM Ψ-7 ("Fumigadores") entrarão na zona ativa de todas as direções cardinais e incinerarão qualquer crescimento dentro da zona ativa até uma profundidade de aproximadamente 10m. Exploração por drones de SCP-3989-A requer aprovação do supervisor HMCL da anomalia (de momento Dr. Sahir Ywakim) e Diretor da Área-126 Fahreed Mohammed.
Descrição:
SCP-3989 é uma anomalia do espaço-tempo USUWAS2-C56que conecta um grande porção do seu interior a um local desconhecido e aparentemente extrauniversal ou extratemporal (SCP-3989-A). A zona ativa da anomalia é aproximadamente 12 m 30 m de diâmetro.
SCP-3989 está localizado dentro de um olival de árvores Olea europaea em ███████, Síria. Medidas externas e observações do olival indicam uma área de aproximadamente 5 acres. Do perímetro da propriedade, a natureza anômala de SCP-3989 não é facilmente aparente, apesar de leituras dos contadores Kant construídos no local flutuarem entre 0.76 e 3.62 Hm, com as leituras mais elevadas ocorrendo nas horas mais escuras. Este efeito persiste até distâncias de 20 m do perímetro da propriedade.
Depois de entrar na zona ativa, SCP-3989 manifesta um espaço não-euclidiano que continua a se expandir enquanto é atravessado até que os indivíduos da anomalia cruzem para dentro de SCP-3989-A. Rádio e outros sinais de comunicação continuam a atravessar a anomalia sem distorção, mas o rastreamento GPS foi provado ineficaz. Atravessar para dentro de SCP-3989-A só pode ser realizada através duma direção oeste, depois do pôr-do-sol. Se se aproximar a zona ativa do este ou durante o dia, as propriedades não-euclidianas da zona manter-se-ão, mas não resultarão no desaparecimento de um indivíduo para dentro de SCP-3989-A. Dimensões interiores da zona ativa excedem 5 10 acres. Instâncias de SCP-3989-1 dentro da zona ativa aparecem com a mesma frequência que as árvores Olea europaea não-anómalas no resto da propriedade, e é provável que até as ultrapassem numa escala de dois para um.
SCP-3989 e SCP-3989-A são a casa de várias formas de vida anómalas que apresentam uma semelhança genética impressionante com Homo sapiens. Apesar das estruturas individuais serem claramente construídas de tecido humano, a sua organização é amplamente divergente. Todas as árvores presentes dentro da região são caracterizadas por vários estágios de ossificação. Espécimes que estão completamente ossificadas e desfolhadas continuam o crescimento de novas estruturas semelhantes a folhas e frutas para suportarem a sua anatomia anómala e reproduzirem entidades semelhantes a animais e plantas encontradas dentro de SCP-3989-A.
Atualização, 05/07/2015: SCP-3989-V refere-se a um químico desconhecido ou um vetor biológico responsável pelo começo de diversos efeitos percetuais na Área cercando SCP-3989. O efeito primário do vetor aparenta ser o encobrimento da área ativa completa de SCP-3989 e aumentar a dificuldade em notar atividade biológica anómala associada. Exposição prolongada a SCP-3989-V diminui os efeitos de adulteração percetual, mas encoraja um sentimento de curiosidade relativamente a SCP-3989. Exposição de longo prazo resulta numa fascinação obsessiva, e até religiosa com SCP-3989 e SCP-3989-A. Precauções de Biossegurança de Nível 4 são suficientes para prevenir exposição dos funcionários a longo prazo, sugerindo um químico ou vetor olfativo. Pesquisa pendente.
A zona ativa de SCP-3989 expandiu-se no mínimo 18 m desde a sua contenção inicial.
Recuperação:
Recursos da Fundação na Síria foram alertados para uma anomalia possível quando um pequeno olival, propriedade de █████ ██ ████████, no norte de ██████ começou a relatar e vender quantidades anormalmente altas de produto para o número de árvores relatadas. Agentes de campo enviados encontraram resistência significativa ao questionamento, e então começar a vigilância da propriedade. Uma operação de colheita alertou os agentes para o espaço anómalo dentro de SCP-3989, e os agentes da Fundação apreenderam a propriedade. Durante a entrevista, Sr. ████████ demonstrou não possuir conhecimento sobre a origem ou o propósito de SCP-3989, e apareceu ser completamente ignorante sobre SCP-3989-A. Ele e a sua família foram subsequentemente amnesticizados, realocados e libertados. Mais nenhuma atividade anómala por parte do Sr. ████████ foi registrada desde então. Circunstâncias à cerca da manifestação inicial de SCP-3989 continuam desconhecidas.
Adendo 3989-1:
Durante a inspeção pelo Dr. Marshall Grant, Especialista de Contenção Biológica, em 19/06/2015, 19 instâncias de SCP-3989- ██ espontaneamente apareceram para lá do perímetro da zona ativa e procederam a desmantelar a contenção primária. O Dr. Grant iniciou o alarme de brecha de contenção, mas não recebeu nenhuma resposta dos recursos dentro da Área-126. Um número desconhecido de recursos de segurança no local procederam a libertar todas as anomalias biológicas em contenção permanente: 2 instâncias de SCP-3989-██ e 47 instâncias de SCP-3989-██. Seguiu-se um tiroteio onde 30 funcionários da Área-126 foram exterminados, além de 15 membros da equipa de inspeção de Contenção Biológica. Recursos FTM da Fundação em Damasco foram divergidos, e exterminaram com sucesso todas as 21 instâncias de SCP-3989-██ fora da contenção. 25 instâncias registadas de SCP-3989-██ foram recuperadas dos corpos dos funcionários da Área-126, os restantes continuam não-contabilizados. Procedimentos de contenção estão de momento sob a revisão do Dr. Grant.
Entrevista AA-3989-03, 19/06/2015: Dr. Marshall Grant
Introdução: Entrevista padrão pós-acontecimento para estabelecer detalhes à volta da brecha de contenção de 19/06 na Área-126 realizada pela Dra. Mara Jamus.
Dr. Marshall Grant está obviamente angustiado e a experienciar tremores leves durante a entrevista.
Jamus: Boa tarde Dr. Grant.
Grant: Heh… Não senhora, é definitivamente uma má tarde.
Jamus: Sim, percebo. Agradeço profundamente que tenha aceitado fazer esta entrevista. Precisa de mais algum tempo antes de continuarmos?
Grant: Não, obrigado. Eu só— Eu— Eu só quero acabar com isto. Phew… Você sabe, eu tenho trabalhado com a Fundação por quase 40 anos, e eu nunca tinha visto… 'cê sabe, combate.
Jamus: Baseado no que eu ouvi, você comportou-se muito bem dadas as circunstâncias. Vamos proceder, pode ser? Primeiramente, o que é que levou você a vir à Área-126 hoje?
Grant: Você— Você não acha que eu— ?
Jamus: Nós só precisamos de ver a imagem completa das circunstâncias. Normalmente um dos nossos ativos locais teria feito esta inspeção, porém eu estou curiosa sobre o porquê de ter vindo cá.
Grant: Eu— bem— Eu sou um biólogo, certo? E eu tenho um registro bem longo, por isso a Fundação meio que me fez num consultor. Eu estava folheando uma pilha de registos quando eu vi este— este sítio aqui, meio de uma zona de guerra, disparando entidades exobiológicas, cercado por— o quê, uma cerca? Sem menções de precauções de Biossegurança, sem patologistas na equipe. Nada. É apenas— É perigoso, muito perigoso.
Jamus: Sim, mas vir até aqui. Foi realmente necessário?
Grant: Oh sim! Eu uh, chamei o uh… coméqueonome, HMCL! O Dr. Ghazalie e deixei mensagens. Email, chamadas, contactei o diretor. Eles apenas me dispensaram. 'Não se preocupe com isso, nós temo-lo sobre controlo.' E a filial de Damasco está… bem, ocupada a esquivar bombas, então eu calculei que eu vinha aqui e veria por mim mesmo. Se está sobre controlo, sem problema, mas se não estiver, 'cê sabe, eu posso dizer-lhes o que… Phew, desculpa.
Dr. Grant apoia a sua cabeça na mesa e respira profundamente várias vezes.
Jamus: …Marshall? Estás bem?
Grant: Sim é só que… Eu só tenho que levar isto devagar… Okay. Jesus. Adrenalina.
Dr. Grant levanta a sua cabeça e dá um gole de um pequeno copo de água. Acena e gesticula com a mão para continuar.
Jamus: Então, voltando à nossa discussão, qual era o estado da Área-126 quando você chegou?
Grant: Mal eu estacionei eu podia cheira-lo. A equipa que estava comigo não conseguia, mas eu sim. Algo estava podre, tipo morto ou apodrecendo. Eu juro que… é difícil de descrever, mas havia uma espécie de névoa amarela empoeirada em todo o lugar.
Jamus: O agente [REDIGIDO] não reportou nada do género.
Grant: Eu sei, mas, eu costumava ser HMCL para… Esqueça, o ponto é que eu tive que me inocular contra riscos básicos cognitivos e alucinógenos, então…
Jamus: Entendo. Quando é que fez soar o alarme de brecha de contenção?
Grant: Bem eu— eu tentei chamar alguém para falar lá fora, de novo sem resposta. Eu também não estava prestes a entrar naquela… coisa, quem sabe o que é. Chamei um dos membros da Equipe de Segurança transmitir uma mensagem por rádio para o Arsenal, e tudo o que recebemos de volta foi… coisas sem nexo que eu tentei com muita força não ouvir. Nós começamo-nos a equipar com máscaras para entrar lá dentro quando…
Jamus: Leve o seu tempo.
Grant: …Eu já vi muitas coisas nojentas mas… eu não consigo— Era como olhar para algo saído de um jogo de vídeo ou algo assim, eu não consiga acreditar no que eu estava a ver. Três metros de altura, talvez quatro, sem pele, dentes do tamanho dos meus polegares. Um braço era simplesmente enorme, o outro colado próximo dele e eu juro que eu o vi inflar para combinar com o outro. A pele de repente apenas se enrolou à volta dele como moldagem de plástico. Não tinha olhos, mas eu juro que o bastardo viu-me. E sorriu.
Jamus: E isso—
Grant: E depois, boom, boom, boom, um monte deles dispararam do chão e tem balas voando para todo o lado. Eu voltei para a van e usei o rádio para Damasco porque eu não tenho a menor ideia se armas portáteis podem fazer alguma coisa contra esta coisa. Havia imensos gritos e eu não— eu não assisti, eu não conseguia assistir.
Jamus: E sobre o interior da instalação? Pode nos dizer algo sobre isso?
O Dr. Grant estremece e acena.
Grant: Eu sai de mansinho quando ouvi o helicóptero sobre nós e a cerca estava toda retorcida e desaparecida. Dois dos… Eu acho que eu os chamaria de humanoides, estão caídos no chão e sem se mexerem, mais alguns estão cercados mais adiante. Havia uns pares de cadáveres perto, parcialmente— humm— consumidos. Neste ponto a minha adrenalina está no alto então eu ajeitei a minha máscara, peguei num rifle e comecei a caminhar até a instalação. Foi aí que eu reparei que os caras… as pessoas lá dentro estavam a disparar contra mim então…
Jamus: Fez o que tinha que fazer.
Grant: …Sim… Sim, suponho que sim. Felizmente um da minha equipa notou-me e correu para assumir a liderança. O interior estava uma confusão. Símbolos estranhos nas paredes, eu consigo sentir a minha cabeça girando, então eu só mantenho os meus olhos direitos e foco em ajudar a limpar o corredor. Alguns deles renderam-se; eu não— eu não acho que funciona em toda a gente, o que quer que… De qualquer maneira, nós descemos até o nível da contenção e as portas estão simplesmente todas… abertas. Terrários vazios em todo o lado, e isto… porra.
Jamus: Está-se a referir a SCP-3989-█?
Grant: BEM NO MEIO DO ÁTRIO!ALGUÉM ESTAVA A CRESCER UMA ÁRVORE FEITA DE COLUNAS VERTEBRAIS BEM NO MEIO DO ÁTRIO! Eu— eu— eu— Inicialmente, eu pensei que era tipo, um fetiche ou algo, alguma construção doentia que eles fizeram em reverência ao que quer que esteja dentro, mas… Depois eu ouvi o seu batimento cardíaco. Eu ouvi a sua respiração. Eles estavam crescendo, cultivando, colhendo… coisas dela. Usando algumas das pessoas do sítio para a alimentar. As NOSSAS pessoas! As únicas celas fechadas tinham— eu— eu— Eu não sei, trinta pessoas não afetadas amontoadas dentro, nuas e cobertas com… Eu nem sequer quero tentar adivinhar. Estava tudo sobre os registos, como se eles estivessem— Algo disto vai ter que ir mais alto! E— …desculpe, eu estou a divagar.
O Dr. Grant enxuga os olhos e bebe outro gole de água.
Grant: Okay, duas coisas. Número 1, o que quer que está lá, quer sair. Quer o nosso planeta para… algo. Comida? Adoração? Não sei. Mas não há maneira desta anomalia pretender ficar quieta.
Jamus: E a segunda?
Grant: Procedimentos de contenção dizem que o seu diâmetro é de 12 metros aqui do nosso lado? Nem sequer está perto. Está a crescer. Nós precisamos de enviar alguém para lá para ontem.
Adendo 3989-2:
SCP-3989 foi atualizado para a classe de anomalia “Keter”. Precauções de Biossegurança de Nível 4 estão em efeito para prevenir infestações futuras do SCP-3989-█ na Área-126. Novos procedimentos de contenção completos a partir de 05/07/2015. Informação adicional está acessível a funcionários com Nível de Acesso 4 ou acesso específico a projetos sobre SCP-3989.
Funcionários capazes de ver esta mensagem estão autorizados a acessar o resto deste documento. Se está a ler isto e não foi inoculado via o agente IH-3989-B, por favor contacte o Dr. Sahir Ywakim imediatamente para verificar o seu nível de acesso. Não o realizar poderá resultar em deficiência cognitiva permanente. Por favor note que a inoculação não levanta todas as redações para todos os leitores.
Registos de exploração:
Registo de Exploração 3989-15, 15/02/2014
Participantes: D-126-15, Dr. Farik Ghazalie (observador distante)
Introdução: Exploração de SCP-3989 começou aquando da contenção em dezembro de 2009. Pesquisas inicias determinaram a extensão espacial inicial da anomalia, mas não foram capazes de identificar propriedades anômalas adicionais. Pedidos de pesquisas adicionais envolvendo os efeitos de exposição a longo prazo a espaços não-euclidianos em cobaias humanos estenderam o horário normal dos testes até depois de pôr-do-sol, e permitiram ao D-126-15 observar diretamente SCP-3989-1, SCP-3989-1A, e SCP-3989-A pela primeira vez. A experiência foi adaptada e o D-126-15 foi equipado com equipamento de vigilância de áudio e vídeo antes de ser reimplantado dentro de SCP-3989.
D-126-15: Tudo bem, e que tal agora?
Dr. Ghazalie: Aí está! Okay, bem, nós estamos a gravar tanto áudio como vídeo; vá em frente e liga a tua lanterna no capacete e ajusta… perfeito.
D-126-15: Heh, sim, isto não é a minha primeira vez. Quer que volte lá para dentro?
Dr. Ghazalie: Sim, por favor proceda até o centro do SCP-3989.
A câmara vira e passa várias oliveiras normais. Após aprox. 15 segundos, um par de árvores na borda da área de visibilidade parecem parar de se mover enquanto várias outras árvores se manifestam através delas e as passam.
D-216-15: … Aquele cheiro está a voltar.
Dr. Ghazalie: Podes descrevê-lo para a gravação?
D-126-15: Sangue antigo. Algo podre e um pouco doce. Woah… está a ver isto? Eles parecem como pequenos… macarrões feitos de larvas.A câmara gira para a esquerda, revelando diversas criaturas pequenas parecidas com minhocas.
Dr. Ghazalie: Sim. Vê se consegues recolher algumas.
D-216-15 produz um saco de amostras e recolhe algumas das criaturas.
D-216-15: Elas são quentes ao toque. Bem macias. Meio que difícil de arrancar. Olhe para esta casca de árvore. É poeirenta, branca… e muito frágil.
A casca da árvore está coberta de manchas brancas. D-126-15 arranha uma das manchas brancas com a sua unha.
Dr. Ghazalie: Podes remover uma secção para nós?
D-126-15 puxa um floco da porção branca da árvore, trazendo alguma casca normal com ele, e poem-no num saco separado.
D-126-15: Consegui.
Dr. Ghazalie: Boa. Continua a andar.
D-126-15: Fogo, este cheiro continua a ficar mais forte. Olhe para estas larvas.
A câmara passa rapidamente por várias árvores. A casca em algumas das árvores não é visível devido à cobertura das minhocas pequenas. D-126-15 tosse e se engasga.
D-126-15: Há muitas- muitas folhas no chão aqui. Não há muita folhagem restante nas árvores.
Dr. Ghazalie: Precisas de assistência adicional?
D-126-15: Nah estou bem. Só cheira mal aqui. Okay, algo acabou de mudar… eu… eu acho que já passei.
Árvores que antes eram imóveis na borda da área de visibilidade continuam a moverem-se para a frente. Mais árvores tornaram-se visíveis. Luz ambiental amarela baça continua a aumentar.
Dr. Ghazalie: Perdemos-te no GPS, mas ainda te estamos a ouvir. Consegues ouvir-me?
D-126-15: Alto e bom som… não há tantas minhocas agora, mas todas as árvores são brancas como ossos. Eu acho que estou a ver uma luz ali à frente. Não pode ser o amanhecer já, pode?
Dr. Ghazalie: Negativo. Continua, por favor.
Procede para a frente devagar. Luz ambiental aumenta e mantém uma cor amarela profunda. D-126-15 para de repente como se estivesse assustado. A câmara vira rapidamente em todas as direções.
D-126-15: Eu juro que estou a ser observado.
Dr. Ghazalie: Tenta continuar calmo e mover a tua cabeça devagar. É difícil para nós vermos se começares a entrar em pânico.
D-126-15: Pois, fácil para vocês dizerem.
Olival de SCP-3989-1 tirada de dentro de SCP-3989-A
D-126-15 respira profundamente e avança. Um ramo baixo entra na vista, aparentemente com folhagem vermelha.D-126-15: Oh isso é só nojento.
Dr. Ghazalie: Por favor descreve o que estás a ver.
D-126-15: As folhas estão… a pulsar. Cristo.
Dr. Ghazalie: Podes dar-nos uma vista melhor?
D-126-15 alcança o ramo e puxa-o até estar à frente da câmara. Fluido pode ser visto correndo em veias em estruturas semelhantes a folhas. A estrutura contrai e expande regularmente como se estivesse a bombear o fluido. O ramo na mão do D-126-15 fratura, vazando uma corrente contínua de fluido espesso e preto para a sua mão. O D-126-15 começa a engasgar-se de novo antes de rapidamente pôr o ramo partido num saco de amostras. A câmara vira-se para revelar as pernas de D-126-15 aparentemente cobertas com as pequenas minhocas brancas encontradas no chão da floresta.
D-126-15: Não, chega. Terminamos.
Dr. Ghazalie: Por favor continua, D-126-15, nós precisamos de coletar o máximo de informações possíveis.
D-126-15: Não me interessa. Vou sair. Tu fazes o que tens de fazer.
A câmara vira e o D-126-15 começa a sair da anomalia.
Dr. Ghazalie: [conversa inaudível]… Harrick, nós precisamos que vás mais profundo na anomalia e coletes mais—
Som de fraturação alto vindo de fora da câmara, seguido por um som gutural profundo. A câmara captura um grande membro traseiro pálido saindo fora do campo de visão para trás de uma árvore próxima. D-126-15 extingue a lanterna do capacete e pode ser ouvido correndo.
Posfácio: D-126-15 sofreu lacerações menores nas suas canelas e pés, apesar de não ser encontrado nenhum rasto das criaturas semelhantes às minhocas do vídeo na sua pessoa. Espécimes coletadas renderam informações anatómicas valiosas para a biologia descoberta dentro do espaço anómalo, designado SCP-3989-A. O ramo recolhido pelo D-126-15 incluía uma estrutura semelhante à de uma oliveira além das estruturas parecidas a folhas das plantas anómalas. A composição do ramo e a pequena amostra de madeira foram confirmadas de serem ossos humanos. As folhas foram confirmadas de consistirem de tecido cardiovascular humano. Nenhuma amostra de líquido foi capaz de ser recuperada. Anomalias designadas SCP-3989-1 e SCP-3989-1A respetivamente. O D-126-15 foi repreendido e concedido 5 dias de extensão do seus termos de serviço.
Registo de Exploração 3989-16, 17/02/2014
Participantes: D-126-15, D-126-16, Dr. Farik Ghazalie (observador distante)
Introdução: O D-126-15 aceita continuar a exploração de SCP-3989-A, com o D-126-16, na condição de serem os dois armados com armas de fogos. O Dr. Farik Ghazalie está a observar. Os objetivos da missão foram definidos para identificar a criatura grande avistada no Registo 3989-15, e também para continuar a exploração mais profunda de SCP-3989-A e tentar identificar anomalias adicionais. D-15 e D-16 foram equipados com uma Browning Hi-Power 9mm com um carregador inteiro de 13+1 rondas. Pesquisadores de campo foram equipados com armadura corporal de Classe IIIa para a segurança, e um complemento adicional com 5 funcionários de segurança acompanhou os indivíduos.
D-15: Confirmado.
D-16: Confirmado.
Dr. Ghazalie: Confirmado confirmado. Okay. D-15, tenho a certeza que sabes o procedimento.
D-15: Vá se fuder, Farik.
D-15 verifica a sua arma de fogo, satisfazendo-se pela sua arma estar carregada e coloca-a no coldre.
Dr. Ghazalie: D-16, por favor siga o D-15 para dentro da anomalia. Não vamos coletar espécimes de SCP-3989-1 ou -1A desta vez.
D-16: Uh, okay?
D-15: Ele quer dizer as minhocas e as árvores-osso. Só mantém as tuas luvas e segue-me.
[INFORMAÇÃO EXTRÂNEA REDIGIDA]
D-16: Doutor, está a ficar muito mais claro aqui.
Dr. Ghazalie: Afirmativo. Podem desligar as vossas lanternas dos capacetes agora.
D-15: Eu acho que estou a ver o ramo que partiu no outro dia. Ainda está… a sangrar? As plantas fazem isso? Há muitas larvas daquelas lá.
Dr. Ghazalie: D-16, vê se consegues pôr um frasco lá debaixo para coletar algum desse líquido.
D-16 levanta um frasco de amostras e coleta alguns mL da substância enquanto o D-15 olha o ramo partido mais de perto.
D-15: Farik, estás a ver isto?
Dr. Ghazalie: D-15, por favor refira-se a mim por 'Dr. Ghazalie' para o registo oficial.
D-15: Tanto faz, pá, estás a ver isto ou não? As larvas. Elas estão a defecar ossos.
A câmara do D-15 dá zoom e observa SCP-3989-1A depositando material branco calcificado no fim do ramo quebrado. Um segmento comprido do ramo atrás da massa das instâncias parece ter sido depositado numa maneira fragmentada semelhante.
Dr. Ghazalie: Sim, eu estou a ver. Bem observado.
D-15: Podemos fazer com que alguém no laboratório ponha -1A numa placa de Petri com alguma madeira ou folhas ou assim? Ou já fizeste isso?
Dr. Ghazalie: D-15, já chega. Por favor procede para o oeste.
[INFORMAÇÃO EXTRÂNEA REDIGIDA]
A câmara do D-15 captura diversas instâncias adultas de SCP-3989-1. As instâncias não estão mais espaçadas regularmente como no vídeo anterior. Instâncias próximas parecem estar a frutificar.
D-15: Isto é novo. Doutor, é capaz de ver os corpos a dar frutas?
D-16: Eles estão-se a mexer? Merda, eu acho que se estão a mexer.
Dr. Ghazalie: Sim, eu estou a vê-los. D-16, podes recuperar um?
A câmara do D-15 vira rapidamente. O D-15 saca a sua arma de fogo para uma postura baixa.
D-15: Ignore isso, está algo aqui.
Dr. Ghazalie: Harrick, queres mais 5 dias? Cristo. D-16, procede como ordenado.
O D-16 remove um saco de amostras e estende-se para agarrar um dos corpos a frutificar, com cor roxo escuro. Este rutura na sua mão e 15 instâncias de SCP-3989-1A emergem deste, rapidamente rastejam no braço do D-16. D-16 rapidamente os enxota. Um som borbulhante é ouvido fora da câmara.
D-16: Porra! Sai de cima de mim!
D-15: Deve ter sido maduro. Pega num dos vermelhos brilhantes e vamos sair daqui.
Dr. Ghazalie : Negativo, nós precisamos de localizar—
A câmara do D-16 é levantada do chão, de repente. O D-16 ofega de surpresa e a conexão é subitamente interrompida. A câmara do D-15 vira rapidamente. Uma pélvis e pernas humanas vestidas com um traje da Classe D cai no chão. A câmara vira-se para cima para observar um humanoide pálido de aproximadamente 4 m de altura com extensa dentição e uma musculatura bem definida. A face não apresenta nariz, olhos, orelhas, ou outras marcas discerníveis. D-15 rapidamente dispara a sua arma, perfurando o peito da entidade com não menos que 6 rondas. Sangramento é visível, mas a entidade não demostra sinais de desconforto. A entidade estende um braço e atinge D-15. Conexão interrompida.
Posfácio: A entidade humanoide grande foi designada como SCP-3989-2. Agente Josiah Harrick postumamente reintegrado nos serviços da Fundação. Agente Harrick e D-126-16 listados como mortos em ação.
Registo de Exploração3989-17, 05/03/2014
Participantes: FTM Z-9 (Toupeiras) Equipa Charlie, Dr. Farik Ghazalie (observador remoto)
Introdução: Seguindo os eventos da Exploração 3989-16, interação humana adicional com SCP-3989-A foi considerada um risco desnecessário por muitos dos funcionários atendentes. O Dr. Ghazalie requisitou aprovação de ████ ████████, presidente de Topologia Extradimensional, diretamente para continuar experimentação. Um destacamento de FTM Z-9 (Toupeiras) foi adquirido para o propósito de continuação do reconhecimento de SCP-3989-A. Objetivos declarados foram de recuperar as amostras coletadas por D-126-16, estabelecer contato visual com SCP-3989-2 se possível, e tentar atravessar completamente SCP-3989-A. Em vez de tentar coletar amostras adicionais de objetos anómalos dentro de SCP-3989-A, FTM Z-9 foi equipada com uma máquina experimental portátil de ultrassons para investigar quaisquer futuros corpos em frutificação sem causar danos à fauna nativa de SCP-3989. Membros da FTM Z-9 presentes são designados Charlie (líder do esquadrão), X-Ray, e Delta.
Charlie: Teste de som.
X-Ray: Nítido.
Delta: E com o diabo fazemos três.
Dr. Ghazalie: Obrigado, senhoras. Podem proceder para o leste quando estiverem prontas.
[NFORMAÇÃO EXTRÂNEA REDIGIDA]
X-Ray: Charlie, olha-me para este chão.
As câmaras da equipa de exploração viram para o solo. Centenas de instâncias de SCP-3989-1A são visíveis. Debaixo delas, uma camada grossa de material vermelho carnudo cobre o solo.
Delta: Parece que pode ser placenta ou algo do género. Base, quer uma amostra?
Dr. Ghazalie: Negativo, Delta. Aliás, não peguem amostras de nada. As últimas duas pessoas que o fizeram acabaram mortas em ação.
Delta: Teria sido bom saber isso mais cedo.
Charlie: Teria, D. Base, pode dar-nos uma estimativa de onde podemos esperar ver os corpos?
Dr. Ghazalie: Não, uma de confiança não. Não deveria ser mais do que alguns minutos, vão passar por uma árvore óssea bem no vosso caminho. D-126-16 acabou lá por perto.
X-Ray: Eu acho que o estou a ver. O que… Oh merda.
Uma instância de SCP-3989-1 aparece no caminho adiante. O corpo do Agente Harrick é visto crucificado, nu, de cabeça para baixo e fixado ao tronco da árvore através de crescimentos ósseos nas suas mãos e pés. Diversos símbolos parecem ter sido esculpidos na sua pele, mas estes não são discerníveis através da transmissão da câmara. Uma grande massa de SCP-3989-1A está presente no tronco da árvore. Restos de macacões de Classe D são visíveis perto.
Charlie: Linguagem. Nada que não tenhamos visto antes. D, vai lá acima e vê se consegues encontrar a lata. A Base quer as amostras de volta.
Delta aproxima-se da massa de SCP-3989-1A, e provisoriamente empurra-os para o lado. Depois de aproximadamente dois minutos, ela recupera o frasco de amostras do D-126-16, ainda contendo uma pequena quantidade de fluido líquido.
Delta: Isto?
Dr. Ghazalie: Parece que sim. Por favor fique com isso por nós. Gostava que vocês procedessem para o leste assim que possível.
Charlie: Recebido, Base. Vocês ouviram-no senhoras, pôr pés a caminho.
X-Ray: Charlton Heston aqui. Quer dizer, aye-aye capitão.
Depois de aproximadamente cinco minutos, a névoa persistente levanta-se e as câmaras de corpo da Equipa de Charlie são capazes de ver um grande vale aberto. O céu tem cor amarela, toda a vida vegetal aparente tem 'folhagem' vermelha. Também são visíveis várias instâncias de SCP-3989-2.
Delta: Eu consigo ver alguns humanoides abaixo de nós. Bem grandes.
Charlie: Eu não vejo nada.
Delta: Entre as copas das árvores, podes ver as suas cabeças de fora. Eu mal que consigo distinguir a silhueta nas sombras.
Charlie: É a tua imaginação.
A câmara da Delta dá zoom nas entidades. Transmissão desde X-Ray ou Charlie não contém nenhum traço de humanoides nesta altura, apesar de campos de visão semelhantes.
Delta: Base, diz-me que estou a ficar louca. Eu gostaria imenso de estar louca.
Dr. Ghazalie: Sim, esse é o nosso -2. Tenta evitar contato quando procederem.
Delta: Deve ser fácil; não vejo nenhuns olhos.
Dr. Ghazalie: Nós temos razão para acreditar que eles têm algum aparelho sensorial anómalo.
X-Ray: Eu escolho 'Coisas que deviam ter-nos contado' por 200, Alex.
Delta e X-Ray riem-se audivelmente.
[INFORMAÇÃO EXTRÂNEA REDIGIDA]
Charlie acidentalmente choca com uma instância de SCP-3989-1 e reage de repente, como se assustada. A câmara de corpo agora regista duas instâncias de SCP-3989-2 de frente para ela.
Charlie: Base! Base, eu-eu consigo vê-los!
Dr. Ghazalie: Continua calma, Charlie. Tens andado entre eles pelos últimos vinte minutos. Não se envolva.
X-Ray: Eu ainda não vejo nada.
Delta: Toca naquela árvore ali.
X-Ray: CARALHO!
Charlie: Okay… Okay… Então… Então o que é que isso significa?
Delta: Significa para continuares a andar. Tenta ignorá-los.
Instâncias de SCP-3989-2 continuam a seguir a Equipa de Charlie. Todos os membros da equipa exibem sinais de stress. Rápidos movimentos panorâmicos da câmara para observar as instâncias a seguir a Equipa de Charlie. Respiração rápida. A equipa mantém silêncio no rádio por 5 minutos.
Charlie: As árvores aqui estão-uh-estão a começar a parecer diferentes. X-Ray podes tirar o ultrassom cá para fora?
X-Ray gera o dispositivo de ultrassom e aproxima-se de uma árvore próxima. O tronco está segmentado e exibe musculatura num dos lados. A aparência é consistente com colunas vertebrais ampliadas. A câmara vira-se para cima. Adicionando à folhagem cardíaca previamente observada, as entidades aparentam ter folhagem com estrutura semelhante a brônquios, que expandem e contraem num ritmo mais lento do que a folhagem cardíaca. Corpos em frutificação estão presentes aproximadamente 3 m acima do nível do solo.
Delta: Aquelas coisas penduradas do tronco parecem-se com placenta. Eu juro que consigo cheirá-lo através do meu ventilador.
X-Ray: …Base, se estou a ser honesta, eu não quero mesmo escalar esta coisa.
Dr. Ghazalie: Desde que não causes nenhum dano às frutas, deves ficar bem.
X-Ray: Anda tu aqui e escala-o.
Charlie: Xenia, só o faz. Eu quero sair daqui.
X-Ray hesitantemente escala a coluna vertebral, e coloca o aparelho de ultrassom num corpo em frutificação. Este estremece sob o aparelho e ela procede a mover a sonda à volta deste. Instâncias adicionais de SCP-3989-2 aparecem na base da árvore. Sons guturais são ouvidos.
X-Ray: Base, apanhaste-o?
Dr. Ghazalie: Maravilhoso… apenas maravilhoso. Por favor procedam.
Delta: Negativo, Base. Nós não estamos bem.
Dr. Ghazalie: Eles não vão interagir a não ser que danifiquem o olival. O risco é mínimo.
X-Ray: Esperem, há ou-outra fruta aqui em cima. Deixa-me ver se consigo… MERDA.
X-Ray alcança um fruto mais pequeno e mais escuro e começa a sonda-lo com o ultrassom. A fruta rutura quase que imediatamente e um humanoide pequeno e animado com quatro pernas, duas pélvis, e uma coluna visível rasteja pelo seu braço acima, depois pelas suas costas abaixo e rapidamente corre para fora de vista. X-Ray perde o seu apoio, cai no chão, e levanta-se rapidamente. Instâncias de SCP-3989-2 não reagem.
Charlie: X-Ray, est— …Mais alguém ouve aquilo?
Dr. Ghazalie: Nós não estamos a apanhar algum áudio. Descreve-o para mim.
Delta: Não, não, ouvir é a palavra errada. Eu sinto algo. Tipo como se alguém estivesse a agarrar o meu fígado e rindo-se na minha cara.
Instâncias de SCP-3989-2 começa a convergir na Equipa de Charlie. A câmara da Delta observa duas instâncias emergindo do solo. Uma instância tem cicatrizes visíveis no seu torso de, aparentemente, feridas de balas. A substância carnuda no chão fecha depois das substâncias emergentes. Áudio de gemidos baixos podem ser ouvidos. Análises sugerem não menos que 10 instâncias presentes.
Charlie: É isso, chega disso. Vou chamar um abortamento geral. Retroceder, ao mesmo tempo.
X-Ray: Sim senhora!
Dr. Ghazalie: Não, Equipa, nós precisamos de continuar avançando, estão quando no— uh, no outro lado! Nós precisamos de coletar mais dados.
Charlie: Então enviem um drone ou algo. Eu não vou arriscar mais nada do que já arriscamos. Nós vamos sair daqui.
A câmara de corpo de X-Ray mostra um humanoide mais pequeno, aproximadamente 1.7 m de altura, espreitando detrás de uma árvore vertebral próxima. A Equipa de Charlie não parece notar. Delta está ocupada a enxotar dúzias de instâncias de SCP-3989-1A que estão a rastejar no seu fato. Charlie está de saída, andando com cuidado à volta de instâncias de SCP-3989-2. Apesar da falta de olhos, as instâncias seguem-na com as suas caras. Diversas aparentam estar a sorrir.
Dr. Ghazalie: Estão todas a fazer um erro horrível. Pensem no que podíamos aprender com isto!
DESCONHECIDO: Saiam… e sejam devoradas. Fiquem.. e percam a vossa mortalidade. The Wild7chama.
X-Ray: Base, tens muita lata, caralho.
Dr. Ghazalie: Isso—Isso não fui eu.
DESCONHECIDO Citera8 espera os recetáculos. Venham adiante para Orok9, e recebam a vossa justa recompensa.
A equipa de Charlie continua a correr. As câmaras de corpo capturam a emergência de diversas entidades de tamanho aproximadamente humano, mas detalhes não podem ser distinguidos pela filmagem fornecida. Risos podem ser ouvidos pelo resto da gravação. Sons reminiscentes de lutas também são capturados. A fonte não foi determinada.
[INFORMAÇÃO EXTRÂNEA REDIGIDA. FIM DO REGISTO]
Posfácio: Análise dos dados do ultrassom revela pequenas instâncias de SCP-3989-2 crescendo dentro dos corpos em frutificação das estruturas semelhantes a árvore vertebrais. Humanoides grandes re-designados para SCP-3989-2A, e as estruturas arbóreas recém descobertas designadas SCP-3989-2. Os pequenos humanoides designados SCP-3989-2B. Explorações de seguimento foram requisitadas para determinar o ciclo de vida de SCP-3989-2/2A.
Nota do Pesquisador, 06/01/2017: Tenho que destacar isto; isto é a primeira vez que é claro que Dr. Ghazalie estava sob a influência de SCP-3989-V. A infeção piora ao longo de registos subsequentes. No seu cargo de pesquisador-chefe, ele foi capaz de ocultar estes registos da direção até o tempo em que a infestação de SCP-3989-V tornou-se dominante.
-Dr. Marshall Grant, Especialista de Contenção Biológica L4
Registo de Exploração 3989-18, 14/3/2014
Participantes: Dr. Farik Ghazalie, Equipa de Segurança Delta Área-126, Técnico Amal Dwent (observador remoto)
Introdução (narração): Interação humana anterior com SCP-3989-A foi marcada por fraquezas de medo e mortalidade. No interesse de mais descobertas baseadas no texto10 que nós descobrimos no sítio desde a contenção primária, eu, Dr. Farik Ghazalie, vou pessoalmente guiar a expedição em busca de Citera, e o templo Orokiano no interior. Objetivos secundários incluem obter espécimes vivos de SCP-3989-2A e -2B, preferivelmente no útero. Eu gostaria de declarar para o registro que este experimento vai proceder sob a minha própria autoridade, e eu aceito responsabilidade total pelo resultado. Os membros da equipa Bravo: Gulf, India, e Echo vão me acompanhar.
Dr. Ghazalie: Teste de som rápido.
Gulf: Confirmado.
India: Confirmado.
Echo: [estática]
T. Dwent: Echo, verifica o teu micro, eu não te consigo ler.
Echo: E agora?
T. Dwent: Perfeito, isso são vocês todos. Pronto quando estiver, Doutor.
Dr. Ghazalie: Okay, fiquem todos perto de mim. É uma caminhada longa. Tentem não tocar em nada se puderem evitar. Qualquer coisa que virem ou ouvirem não vós vais magoar se não o provocar.
Gulf: O que constitui 'provocar'?
Dr. Ghazalie: Nós-uh… nós não temos certeza. Só não toque em nada.
Echo: Receio que não vou.
India: Nem eu.
Dr. Ghazalie: É esse o espírito. Vamos, há muito para ver.
As câmaras de corpo da equipa capturam a transição para SCP-3989-A. Entidades desconhecidas espreitam detrás de árvores ao longo da transmissão do vídeo. Gulf pode, às vezes, ser ouvido a respirar ofegantemente quando vira a sua câmara para ver as entidades, que rapidamente desaparecem da transmissão. Sussurros inteligíveis periodicamente aparecem no registo de áudio. Membros da equipa não falam por aproximadamente 20 minutos.
Dr. Ghazalie: Amal, verificação do estado?
T. Dwent: As coisas estão a correr nominalmente. Já viu o Halkost?
Gulf: Halkost? Quer dizer que vamos atrás de um Karcista?
Dr. Ghazalie: Esse é o plano atual. Sim, Amal, eu vi-os. Eu acredito que nos veem como peregrinos.
India: Não fique muito arrogante, Doutor. Há muito que nós não sabemos.
Gulf: Isto é uma péssima ideia.
Echo: …Amal, sabes se o Gulf foi iniciado?
Gulf: Iniciado? Em qu—
Echo, India, e o Dr. Ghazalie param de andar e viram-se para encarar Gulf. India e Echo levantam as suas armas e apontam-nas a Gulf.
Gulf: Oh. Oh vão-se fuder.
India e Echo disparam contra Gulf, que não tem tempo para retornar fogo e rapidamente é exterminado. O chão do olival abre debaixo dele, e um enxame de SCP-3989-1A rapidamente o envolve e começa a consumir o seu corpo.
India: Pena. Eu gostava de trabalhar com ele.
Dr. Ghazalie: Não lamentes pelos cegos e surdos. Magníficas vistas e sons esperam-nos.
A equipa continua a atravessar SCP-3989-A. A topografia da área é inconsistente com tentativas de exploração anteriores. Nenhum vestígio do corpo do Agente Harrick ou do grande vale aberto entrado pela FTM Z-9. DR. Ghazalie começa a marchar e girar, visivelmente desorientado. Áudio durante este período é esporádico. Porções compreensíveis transcritas em baixo.
DESCONHECIDO: Sacrifício. Traição. Quem traz esta oferenda?
DESCONHECIDO: O mundo do Homem caminha em ignorância e fragilidade. Mentes do passado não podem navegar o labirinto do presente.
DESCONHECIDO: É nosso.
DESCONHECIDO: Ceifar. Ceifar. Ceifar. Ceifar. [ continua por 3 minutos. ]
Dr. Ghazalie: Isto está errado…
Echo: Explique.
Dr. Ghazalie: Amal, quanto tempo estivemos a andar? Amal? Base?
India: Doutor. Explique.
Dr. Ghazalie: Era suposto ter um vale e uma montanha. Eu juro que estavam na base do templo quando voltaram para trás.
SCP-3989-4 Echo: …India, atira nesse homem.
India imediatamente levanta a sua arma de fogo. Echo liberta uma rajada de três rondas na cabeça do India. India cai no chão, exterminado. A sua câmara de corpo continua a gravar enquanto ele é absorvido por SCP-3989-1.
Dr. Ghazalie: Porq— Porque é que fizeste isso?!
Echo: Orok é um padroeiro de traição e lealdade, não? Então é lógico que agora vamos encontrar o seu templo.
DESCONHECIDO: The Harvest11 foi satisfeita. The Hunt12 começa.
Dr. Ghazalie: …Por quanto tempo?
Echo: Desde que o Harrick trouxe a primeira das minhocas brancas abençoadas. Talvez ainda antes de tu seres.
Dr. Ghazalie: Quem me dera que não tivesses dito isso no registo.
Echo: Que registo? Isto fica no Sítio.
T. Dwent: Vão. Ceifem.
Dr. Ghazalie: Heh. Bem jogado, vocês os dois. Tenho a certeza que ele ficará satisfeito.
A câmara de corpo do India grava o surgimento num corredor preto de pedra mal iluminado. Uma cara com uma boca vertical é brevemente visível no enquadramento. O corpo é carregado pelo corredor brevemente antes da transmissão ser interrompida.
A câmara de corpo da Echo grava um evento topológico de reestruturação atrás do Dr. Ghazalie. Massas terrestres aparentam-se deslocar e mudar até um grande vale abrir em baixo e revelar um complexo de templos pretos de pedra (SCP-3989-4). Dr. Ghazalie vira-se e vê o complexo.
Echo: Bata, e a porta irá abrir.
Membros restantes da equipa procedem para dentro do complexo de templos. Pouca atividade é visível na transmissão além de várias perspetivas do complexo. A arquitetura presente sugere influências quasi-mesoamericanas e sumérias, mas é inconclusivo. Degradação significativa está presente em diversos edifícios. Escrituras estão ausentes. Numerosos exemplos de SCP-3989-2 estão presentes pela área. Instâncias parecem deslocarem-se em direção a Echo e Dr. Ghazalie à medida que eles se aproximam, e retrocedem quando eles departem.
Dr. Ghazalie: Magnífico. Este lugar é verdadeiramente ancestral. O próprio Ion pode ter andado sobre estas pedras,
A câmara de corpo do India reativa. Vários grandes humanoides são visíveis do ponto de vista de câmara. Tanto India como Gulf são visíveis nos altares de pedra no fundo. Grandes humanoides com bocas verticais (SCP-3989-3) cercam-os, aparentemente vocalizando, apesar de nenhum áudio ser gravado. Transmissão corta depois de 15 segundos.
Som de uma pedra a cair é ouvido no microfone da Echo. Echo rapidamente se vira, levantando a sua arma.
Echo: Doutor, ouvi aquilo?
Dr. Ghazalie: Olha para estes baixos-relevos! Extraordinário! E depois de tanto tempo!
A câmara de Echo vira de volta para onde o Dr. Ghazalie estava de pé, e ele já não está presente. Nenhuma interrupção ou movimento anómalo foi visível através da transmissão de vídeo do Dr. Ghazalie.
T. Dwent: Doutor, consegue nos ouvir?
DESCONHECIDO: Uma vez um soldado romano explicou-me que guerra é um empreendimento honroso. Não foi a horda romana que cunhou a frase Divide et impera?
T. Dwent: Farik, consegues-me ouvir? Echo est—
Transmissão de áudio com a base é cortada.
A câmara de corpo do Dr. Ghazalie vira-se numa tentativa de localizar Echo. Quando ele percebe que ela está desaparecida, Dr. Ghazalie respira rapidamente e o seu pulso acelera. A câmara repara em várias distorções espaciais em SCP-3989-4. Distâncias entre edifícios adjacentes expandem e contraem em intervalos irregulares, tal como a sua elevação relativa à sua perspetiva. O áudio regista o início de uma vocalização angustiada, mas corta antes que palavras possam ser reconhecidas. Dr. Ghazalie move-se rapidamente para uma estrutural piramidal à sua direita, que aparenta estar estável relativamente à sua posição, e começa a escalá-la. A arma do Dr. Ghazalie é visível na sua mão neste período.
A câmara da Echo captura diversas distorções espaciais para Dr. Ghazalie, apesar de que com menos intensidade. Transmissão de áudio sem resposta. Ela recua para um afloramento com o rifle pronto e parece estar a responder a sons no ambiente. Diversos avistamentos possíveis de humanoides no registo, porém a distorção espacial faz estes muito difíceis de discernir. Um par de estruturas pretas semelhantes a olhos aparecem no céu à frente e desaparecem no espaço de 2 segundos. Transmissão de áudio volta.
Echo: — podem-me ouvir, estou presa num pequeno mausoléu perto do uh… Merda, sem bússola. Ghazalie? Dwent?
DESCONHECIDO: Eu estou aqui.
Echo: Qu — quem disse isso? Quem é que tu és?
Um ritmo alto, baixo, amplamente espaçado é ouvido, juntamente com uma rajada de ar. O ar e o ritmo são vistos a corresponder às distorções espaciais de SCP-3989-4.
DESCONHECIDO: Eu vivo.
Quatro instâncias de SCP-3989-3 emergem do chão aproximadamente 30 m da Echo. Uma instância, de aproximadamente .5m mais alto que os outros nos seus membros posteriores, produz uma espada do centro do seu peito e direciona-a para Echo. Todas as quatro instâncias procedem lentamente, os três na frente estendendo varas longas dos seus antebraços, que desanexam e formam espadas de aproximadamente 2m de comprimento. Ela abre fogo, atingindo dois no crânio que momentaneamente recuam antes de recuperarem o seu equilíbrio. A câmara de corpo de Gulf reativa e apresenta uma transmissão de uma localização atrás da Echo. Echo continua a disparar depois de recarregar. A maior instância de SCP-3989-3 é atingida uma vez em cada ombro e uma vez no pescoço, tropeça, e levanta-se de novo, sangrando mas não é sofrimento aparente. A câmara de Gulf aproxima-se. Uma mão lembrando as de SCP-3989-3, mas usando um uniforme de segurança da Fundação, agarra Echo pelo ombro e crava uma adaga no seu pescoço, obscurecendo a câmara antes da transmissão ser cortada.
O Dr. Ghazalie reage em sincronização com os sons da vocalização desconhecida, apesar de nenhum áudio tocar através do seu microfone. Ele recua para dentro de uma câmara no topo da pirâmide. As dimensões interiores da câmara sugerem que retrocede muito mais longe para a retaguarda do que a vista externa da estrutura deveria permitir. Dr. Ghazalie ativa a lanterna do capacete. Estruturas vermelho-escuro são evidentes nos lados da câmara, regularmente pulsando num ritmo lento. Uma luz é visível à frente. Dr. Ghazalie corre para ela. Análise da reprodução revela diversas figuras pequenas (< 0.3m de comprimento) de pele clara correndo ao longo da passagem em ambas direções. Nenhuma reação notada do Dr. Ghazalie para a sua presença. O final do corredor abre numa grande câmara circular com assentos de estádio em todos os lados. O Dr. Ghazalie tropeça e cai aproximadamente 3 m no chão da câmara. O chão está coberto de 0.5 m de fluido viscoso preto. Áudio retoma.
Dr. Ghazalie: Oh não… Não não não!
A câmara vira para cima. Assentos estão preenchidos com inúmeras instâncias de SCP-3989-3, cantando numa linguagem desconhecida. Uma porta de 5 m de altura abre no lado oposto da câmara, libertando duas instâncias de SCP-3989-2A. As câmaras de Gulf, India, e Echo retomam transmissão de vários pontos do andar superior, com vista clara do Dr. Ghazalie embaixo.
Dr. Ghazalie: Não! Eu estou contigo! Eu quero-te ajudar! Não percebes?! Eu não sou um guerreiro, eu sou um simples peregrino! Pensa no que podíamos aprender juntos!
DESCONHECIDO: Ceifem.
Instâncias de SCP-3989-2A caem para de quatro, e correm através da câmara enquanto o Dr. Ghazalie dispara rapidamente. SCP-3989-2A atira o Dr. Ghazalie contra a parede mais distante. Transmissão de vídeo termina.
Posfácio: Depois de análise do registo acima, todos os membros da Equipa foram considerados mortos em ação e o equipamento irrecuperável. O Diretor do Sítio Dr. ██████ ██████████ suspendeu todos os inquéritos sobre o evento e apreendeu todos os registos relacionados para fins de segurança da informação.
Adendo: Em 21/3/2014, uma instância de SCP-3989-2 espontaneamente apareceu no átrio da Área-126, tendo quatro frutos com aproximadamente 1 m de diâmetro. Durante estabelecimento de contenção no local, todos os quatro frutos simultaneamente ruturaram, e quatro indivíduos humanoides geneticamente idênticos ao Dr. Ghazalie, Echo, India, e Gulf foram recuperados. Registos da Área-126 indicam que estas entidades foram devolvidas para serviço ativo em operações no local. Os registos acima foram recuperadas enterrados sobre a instância viva de SCP-3989-2 durante os eventos da brecha de contenção de 15/06/2016.
Lista completa de sub-designações:
| Designação do Item | Observação/Designação anterior | Descrição |
|---|---|---|
| SCP-3989-1 | Nenhuma | Árvore óssea lembrando Olea europaea. Estruturas semelhantes a folhas compostas por tecido cardíaco. Corpo em frutificação substituído por sacos de ovos contendo 10-15 instâncias larvais de SCP-3989-1A |
| SCP-3989-1A | Possível avistamento como SK-BIO Tipo Z em locais relacionados. | Pequenos organismos como minhocas essências ao processo de ossificação de oliveiras existentes na zona ativa de SCP-3989. Características anatómicas limitadas. Consumo de fibras de madeira provoca a deposição de osteócitos humanos em árvores não-anómalas. |
| SCP-3989-2 | Sem designação prévia, registos não confirmados de instâncias possivelmente dentro da zona ativa de SCP-610 sugerindo brecha bem-sucedida anterior. | Estruturas semelhantes a árvores compostas por colunas vertebrais humanas ampliadas. Exibem estruturas ramificadas lembrando árvores, mas de nenhum paralelo não-anómalo discernível. Braquiação pulmonar exposta e tecido cardíaco em lugar de pequenos galhos e folhas. Apresentam pequenas bolsas amnióticas de tecido da placenta ao longo do tronco, contendo instâncias de SCP-3989-2A e SCP-3989-2B em desenvolvimento |
| SCP-3989-2A | Possível SK-BIO Tipo A/SCP-2480-2 | Humanoides grandes, com membros compridos, de cor branca, sem características faciais discerníveis ou órgãos sensoriais. Primeiro avistados durante expedições tripuladas em SCP-3989-A. Comportamento é restrito à observação da presença da Fundação a não ser que provocados. Aparentemente encarregados de guardar SCP-3989-A; diversas equipas de exploração perdidas enquanto tentavam recolher amostras vivas de SCP-3989-2. |
| SCP-3989-2B | Sem designação prévia, registos não confirmados de instâncias possivelmente dentro da zona ativa de SCP-610 sugerindo brecha bem-sucedida anterior. | Pequenos humanoides, similarmente com olhos ou órgãos sensoriais em falta. De cor branca com colunas vertebrais expostas ramificando na base, criando duas pélvis. Possuem não menos que três corações e quatro pulmões, apesar de mais ser registados. Recua de interações com funcionários da Fundação ou veículos exploratórios se for capaz. |
| SCP-3989-3 | Possível SK-BIO Tipo B. Registos não confirmados de instâncias presentes durante períodos ativos de SCP-610. Relação entre estas duas anomalias é desconhecida. | Humanoides com altura de 1.5 – 2 m com bocas verticais. Corpos são protegidos por aparentemente armadura quitinosa ou queratinosa. Nenhuma amostra recolhida. Irão se envolver com funcionários da Fundação à primeira vista. Desvios notáveis de instâncias SK-BIO Tipo B previamente encontradas incluem membros posteriores ou anteriores adicionais, presença de bocas horizontais, crânios com chifres, ou armamento de lâminas ou projéteis incorporado. |
| SCP-3989-4 | Nenhuma | Complexo de templos visível a uma distância estimada de ser 10 km da entrada de SCP-3989-A. Extensão desconhecida. Construção aparenta ser de um material escuro semelhante a pedra. Nenhuma amostra ainda foi coletada. A concentração de SCP-3989-3 aumenta com a proximidade ao templo. |
| SCP-3989-V | N/A | Designação de vetor desconhecido que afeta perceção e conhecimento associado com ocultar as propriedades anómalas de SCP-3989 e sub-designações. Vetor aparenta aplicar-se não só a observação direta, mas também registos de áudio e vídeo. É desconhecida a extensão pela qual este vetor é responsável pela ocultação dos eventos do Registo de Exploração 3989-18. Subsequente ao evento de brecha de contenção em 15/06/2016, efeitos anómalos aplicam-se a todos os funcionários diretamente expostos a SCP-3989-A. Efeitos cognitivos adicionais de alucinações auditivas e visuais foram reportadas em ███ funcionários desde a recontenção. Auto-terminação opcional daqueles afetados é permitida. |
| SCP-3989-H | N/A | Quatro entidades antigamente conhecidas como Dr. Farik Ghazalie, Capitão de Segurança Elize “Echo” Faina, e Agentes de Segurança Ghaith “Gulf” Kalabu e Aimar “India” Terzi. De momento não contidos. |
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Índice
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Prefácio
clí·ni·co
kli·ni·ku
adjetivo
1.
Relacionado com a observação e tratamento de pacientes verdadeiros em vez de estudos teoréticos ou laboratoriais.
"medicina clínica"
2.
eficiente e sem emoção; friamente imparcial.
Um dos aspetos mais icónicos da Fundação SCP é como reduz todas as coisas sinistras e assustadoras que aparecem à noite em objetos que são contidos e descritos usando a ciência. É também um dos aspetos mais difíceis de compreender quando se está a escrever um SCP: contar uma história de fantasmas é muito mais fácil do que escrever um artigo de pesquisa, e 'o teu tom precisa de ser mais clínico' é um dos pedaços de feedback mais comuns, mais vagos, e mais inúteis que um autor iniciante pode ouvir. Esta composição tenta clarificar este feedback e oferecer sugestões concretas e úteis de melhoria.
Eu admito à vontade de nem sempre seguir os princípios detalhados nesta composição, mas eles nunca me levaram na direção errada. Eu espero que também os ache úteis.
Clínico ≠ Verboso
Os dois princípios mais básicos da escrita clínica são:
- Evite contrações
- Evite coloquialismos
O primeiro princípio é fácil de entender e fácil de implementar: se tiver alguma contração, tal como “dum” e “pra”, substitui-as pelos termos completos como “de um” e “para a”. Infelizmente, o segundo princípio não é tão fácil de entender e é muitas vezes mal interpretado. Fala do dia a dia – não importa a língua – é compreendida de coloquialismos que fazem as frases mais curtas, mais simples, e mais fáceis de entender. Muitos destes coloquialismos são tão comuns e omnipresentes que nós nem sequer os reconhecemos como tal.
Documentos científicos e clínicos, por sua vez, raramente (ou nunca) permitem coloquialismos, não importa o quão comuns; eles exigem terminologia técnica. Fazer um artigo mais clínico não quer automaticamente dizer para usar palavras mais compridas; significa eliminar coloquialismos e manter o profissionalismo. Artigos científicos precisam de ser clínicos, mas também precisam de ser concisos e legíveis. E, enquanto os padrões da SCP Wiki não são idênticos aqueles de artigos científicos da realidade – sendo os padrões da wiki aproximações simplificadas dos ditos artigos que apresentam algumas peculiaridades próprias -, os mesmos princípios de estilo aplicam-se.
Vamos olhar para um artigo que alcançou o tom clínico sem comprometer a sua história: SCP-186. Um dos aspetos fundamentais do horror de SCP-186 é a artilharia envolvida, tal como:
Cascas de morteiro especialmente projetadas para serem disparadas a partir de um Mortier de 58 mm Tipo 2, contendo um gás que faz com que as células de animais se tornem incapazes de cessar a função de vida.
Se a pessoa comum fosse pedida para descrever a arma acima mencionada, ela talvez a descreveriam como um gás que faz as pessoas imortais, ou que não deixa as pessoas morrerem. 'Imortal' provavelmente não é clínico, mas 'morrer' é, certo? Bem, uma das peculiaridades da wiki previamente mencionadas é que 'morrer' é tipicamente considerado não clínico e é substituído por palavras como 'expirar'. Um corolário deste tabu é que o verbo 'matar' sempre é substituído por verbos como 'eliminar' ou 'exterminar'.
Voltando a SCP-186, note como Kalinin substitui "morrer" por "cessar a função de vida". A frase perdeu o seu coloquialismo e tornou-se mais comprida no processo. Isto é crucial - a frase tornou-se mais comprida porque aconteceu de o termo clínico ser mais comprido, e não o contrário. Muitos autores assumem incorretamente que tornar uma frase mais comprida automaticamente fá-la mais clínica, o que causa com que eles procurem 'alternativas mais clínicas' para frases como 'a luz irá se apagar' apesar dessa frase já ser clínica.
Uma regra geral para levar em conta é predefinir para terminologia da indústria. Um leitor CD não seria chamado “um dispositivo digital para ler e tocar armazenamento de memória de disco compacto. ”; seria simplesmente chamado “leitor CD” ou talvez “leitor de disco compacto”. Similarmente, um interruptor seria apenas chamado de interruptor. Termos clínicos e palavras compridas muitas vezes são mais curtas que escrever o significado completo do termo!
Esforce-se para manter o seu artigo profissional e conciso. O Princípio KISS tem sido uma parte integral da engenharia por quase 60 anos; fá-lo uma parte integral de arquitetar os seus SCPs também.
Tenha em Conta
- O Guia de Palavras Técnicas é um recurso fantástico para você examinar se não tiver a certeza sobre frases como 'Radiação de Cherenkov', precisar de verificar se está a usar 'velocidade' corretamente vs 'aceleração', ou simplesmente verificar novamente os seus prefixos.
- Enquanto o uso da voz passiva (e.x. "a sanduíche deve ser comida" v.s. "coma a sanduíche") é muito debatido por guias de estilo e instrutores de Inglês mundialmente, a wiki encoraja a voz passiva nos procedimentos de contenção como uma peculiaridade que ajuda a despersonalizar ainda mais a narrativa.
Medidas Quantitativas
Nenhum cientista ou engenheiro que se preze irá alguma vez abdicar de números num trabalho de pesquisa ou documento técnico de qualquer tipo. Usar medidas quantitativas, mesmo estimativas, é uma parte crucial de legitimar pesquisas da vida real porque são pedaços concretos e registados de dados que facilmente podem ser comparados e referenciados.
SCP-1512 é um dos padrões de ouro de usar medidas quantitativas para manter o tom clínico. Nas palavras do spikebrennan, 1512 é "a Fundação a confrontar algum tipo de horror Lovecraftiano escamoso e rugoso de uma dimensão não euclidiana do espaço-tempo incompreensível… como um problema de engenharia." Este feito de escrita é conseguido através do uso judicioso de medidas quantitativas.
SCP-1512 é uma estrutura orgânica similar a uma raiz com uma massa estimada em excesso de 80.000 toneladas métricas no presente. O objeto consiste em uma rede densa e nodosa de longos ramos ou gavinhas. Cada gavinha tem centenas de metros de comprimento, com ramos adicionais a cada poucos metros, e formam espirais ou zigue-zagues em várias direções sem padrão discernível.
Nós aprendemos que SCP-1512 é uma criatura eldritch gigante semelhante a uma raiz, mas spikebrennan não lhe chama simplesmente "uma criatura eldritch gigante semelhante a uma raiz"; é nos dada uma estimativa da sua massa (nas dezenas de milhares de toneladas) e comprimento (numerosas gavinhas, cada com centenas de metros de comprimento). Spikebrennan fornece uma estimativa medida e quantificada que pode ser referenciada mais tarde.
Evidentemente, tamanho é um atributo fácil de quantificar. E que tal algo um pouco mais complicado? Como poderia escrever "SCP-1512 é invencível" sem soar como um cientista numa banda desenhada?
A despeito da composição aparentemente orgânica de SCP-1512, a estrutura tem uma dureza Vickers imensuravelmente alta e se provou resistente a dano por cortes, queimaduras, lasers, ácidos corrosivos e substâncias similares, e outros meios.
Esta frase estabelece que SCP-1512 é invencível e permanece sempre clínica ao listar explicitamente métodos sem sucesso de causar danos a 1512 com unidades de impenetrabilidade: especificamente, unidades de dureza Vickers. Apesar de, na verdade, o artigo nunca dizer o que é que essas unidades são, contorna o problema com a frase "tem uma dureza Vickers imensuravelmente alta". Com medidas quantitativas judiciosas, spikebrennan traça uma imagem viva e concreta desta besta eldritch de outro mundo – sem comprometer o tom clínico do artigo.
Incorporar medidas quantitativas é relativamente simples, mas um método altamente efetivo de melhorar o tom clínico de um artigo. Isto não significa que deve tentar tornar todos os aspetos do seu SCP num valor numérico (o uso excessivo de unidades fictícias como Humes vem à mente) – mas a próxima vez que quiser descrever um aspeto do seu SCP, faça uma pequena pesquisa e veja se há uma unidade científica para isso. Poderá ficar surpreendido pelo que vai encontrar.
Tenha em Conta
- Medidas quantitativas são ótimas, mas não exagere – a não ser que SCP vá explodir o planeta se a sua cela não for exatamente 5.6789 metros cúbicos ou a sua anomalia ser causada por ter 1.23456 metros de altura, só arredonde para a décima mais próxima (ou, no máximo, a centésima). Aleatório mas Útil também oferece dicas úteis à cerca de medidas quantitativas e dígitos significativos.
Descrição Qualitativa
A medida qualitativa é tão usada e abusada como a quantitativa é subutilizada. Isto acontece porque qualquer descrição que não envolva números ou unidades é qualitativa – que é a maioria da escrita, e frequentemente resulta em escrita excessivamente verbosa, floreada, não clínica, especialmente quando se escreve SCPs humano[ide]s.
As duas regras mais básicas de descrições qualitativas clínicas são:
- O que vê é o que descreve: A descrição do seu SCP deve ser concisa e focada nas suas ações e características físicas/anómalas. Se o seu SCP tiver olhos azuis, diga que tem olhos azuis. Não olhos azuis penetrantes nem olhos azuis profundos – apenas olhos azuis. A não ser que a personalidade de SCP seja anómala ou contribua para a sua periculosidade (e.x. é hostil contra pesquisadores da Fundação), não justifica mais que uma pequena frase na descrição e provavelmente ficaria melhor numa entrevista ou registo de incidente.
- O objeto está morto para você: Você literalmente não se importa com a anomalia. Vale menos que uma embalagem descartada de um doce. Quando a descrever, não tenha nenhuma simpatia. Não especule sobre o que pensa ou como se sente – isso é o trabalho do leitor. O seu trabalho é simplesmente descrever ao pé da letra o que a anomalia é e faz.
SCP-847 é um exemplo extraordinário de descrições nítidas e clínicas.
Os comportamentos do estágio inicial envolvem a emissão de vocalizações semelhantes a suspiros agudos e chorosos, assumirá também, posses mais provocativas. […] Após 3 a 5 minutos do estágio inicial, o comportamento de SCP-847 entra em um estágio secundário, durante o qual se torna totalmente animado, aproximando-se de qualquer sujeito do sexo masculino, adotando uma postura curvada e parecendo olhá-los nos olhos.
"Vocalizações semelhantes a suspiros agudos e chorosos", "posses mais provocativas", e "parecendo olhá-los nos olhos" são descrições simples e precisas que nos ajudam a visualizar as ações de 847. Destas descrições, nós podemos imediatamente inferir que SCP-847 está a tentar ser sedutor, sexy, e sensual para com os homens. Crucialmente, o artigo nunca usa termos como sexy ou sensual, nem especula sobre o porquê de 847 agir de tal maneira. Ele meramente descreve as ações de 847 de uma maneira que deixa o leitor pintar uma imagem mental e caracterizar 847 por si mesmo. O final é particularmente fascinante:
03/12/2011: O QUE HÁ DE ERRADO COMIGO
08/03/2013: MEU DESCULPE EU SOU INÚTIL
31/08/2015: PAPAI EU VOU ME COMPORTAR
O autor, WrongJohnSilver, explica as suas intenções por detrás da obra: “A outra razão que eu fiz o mais difícil possível de saber o que SCP-847 é, é que não importa o quê, tem muito fortemente a aura de uma pessoa levada à doença mental por causa de uma vida de abuso… se há uma pessoa lá dentro, há algo que vale a pena salvar. Existe compaixão lá. Eu tenho que remover tanta humanidade de SCP-847 apenas para que nós comecemos a pensar que talvez seja um objeto.”
A descrição nunca diz isto. É meramente um manequim animado que faz coisas diferentes na presença de pessoas diferentes. Não há nenhuma simpatia. Nenhum ódio. Nenhum sentimento. Todo o abuso sofrido por 847, todo o tormento psicológico que exibe, e toda a tragédia que mostra são exclusivamente inferidos pelo leitor.
Isso é a chave para descrições qualitativas clínicas. Você, o autor, pode estar tão investido o quanto quiser; mas você, o escritor, deve ser o mais desapegado possível.
Tenha em Conta
- A sua linguagem deve ser a mais inequívoca possível. Isto não significa despejar o seu headcanon inteiro sobre SCP na página; você quer que o leitor pergunte questões sobre o que está implícito ou não escrito. Mas se a maioria dos leitores têm que perguntar questões esclarecedoras sobre o que realmente está escrito na página, isso é a culpa do autor.
Conclusão
O que deve considerar quando estiver a escrever num tom clínico?
- Evite contrações
- Evite coloquialismos
- Incorpore medidas quantitativas
- O que vê é o que descreve
- O objeto está morto para você
Atingir todas estas caixas podem não garantir um tom clínico perfeito – isso apenas vêm com a prática – mas deve levá-lo extremamente perto desse marco.
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Equipamento relacionado com SCP-2082
Item nº: SCP-2082
Classe do Objeto: Neutralizado
Procedimentos Especiais de Contenção: Todas as amostras do ADN de SCP-2082 devem ser guardadas em unidades padrões de contenção biológica, localizadas no Sítio-190. Contrafações não-anómalas devem ser distribuídas para as principais organizações científicas que acreditam possuir partes de SCP-2082. Todas as tentativas de criar esta tecnologia fora da Fundação devem ser dificultadas por agentes integrados na comunidade científica. O equipamento requerido para criar uma instância de SCP-2082 deve ser guardado num estado desmontado, e guardado dentro do Sítio-77.
Descrição: SCP-2082 é uma subespécie extinta do animal conhecido como mamute-lanoso (Mammuthus primigenius). Quando vivo, tinha uma altura de ombros entre 2.7 e 3.4 m e pesava até 6 toneladas. Está extinto a aproximadamente 4,000 anos, tendo a maioria da sua população morrido há 10,000 anos.
Observação da instância de SCP-2082 tem sido limitada. Nenhuma descrição exata da aparência de SCP-2082 foi feita, até à data, devido ao efeito destrutivo de SCP-2082 no mundo à sua volta. Quando uma instância de SCP-2082 é criada, há uma alteração imediata para a temperatura local de qualquer espaço num raio de 250 metros do seu corpo. Temperaturas da superfície vão imediatamente cair para -10 °C, geralmente resultando na morte de qualquer sujeito dentro do alcance. À medida que as instâncias de SCP-2082 se movem, o efeito move-se com elas, ao mesmo tempo que continuam a afetar as áreas que previamente habitaram.
Assim que o efeito de SCP-2082 tiver coberto uma área maior que 20 metros quadrados, a área envolvente vai exsudar grandes quantidades de gelo e geada de todas as superfícies sólidas, de uma forma semelhante a SCP-649. Adicionalmente, a área de efeito de SCP-2082 irá aumentar para um raio de 1 km 4 minutos depois deste limite ser atingido. A geada e o gelo vão continuar a ser produzidos por SCP-2082 até a área afetada assemelhar-se a condições de nevasca. SCP-2082 é imune aos resultados diretos dos seus próprios efeitos.
Desenvolvimento da tecnologia que resultou na criação de SCP-2082 começou em 1962, quando a Fundação desenvolveu tecnologia de clonagem para recriar espécimes de SCP-2082, com o uso de tecido e outros restos preservados por congelamento que foram comprados de museus e adquiridos de SCP-646, SCP-2683, e SCP-2706. O projeto foi liderado e dirigido pelo Dr. Ascher, e uma pequena equipa de pesquisadores na Área de Pesquisa 908. Entre outubro, 1962 e junho, 1983, eles tentaram criar uma réplica de SCP-2082 usando meios tecnológicos. A tecnologia usada para criar SCP-2082 não era anómala, e o propósito do projeto de pesquisa era destinado a esclarecer o processo de clonagem.
Atualmente, toda a pesquisa sobre clonar espécies adicionais do animal foi descontinuada, devido à destruição massiva causada pelo Incidente 2082-Prime.
Adendo: Arquivo 2082-01: Documentos recuperados do exterior do Sítio-62-B, sobre o Incidente 2082-Prime. Documentos eram uma cópia de segurança automática, pois todos os dados originais foram destruídos.
Entrada do teste final: 4 de julho, 1983. Autorizado por Pesquisador Stevens, Pesquisador Júnior Boyd, e remotamente supervisionado por Agente Fredericks.
Teste inicial do dispositivo de clonagem resultou num total desastre. Instalação de testes foi reduzida a cinzas congeladas, com todo os funcionários de pesquisa primários presumidos de estarem mortos. Confinamento do sítio foi iniciado, e foi assumido pelo restante da equipa de pesquisa que o dispositivo nuclear no sítio irá ser ativado se mais dano ocorrer. É razoável assumir que este será o caso.
A entidade que emergiu da câmara de testes parece ser o espécime clonado, um jovem (Mammuthus primigenius). Imediatamente depois de abrir as portas da câmara, as temperaturas caíram para -10 ° C, e rapidamente caíram a pique a partir daí. Todos os funcionários nos laboratórios, dormitórios, e câmaras interiores foram presumidos mortos depois das temperaturas atingirem -190 °C dentro de toda a instalação.
Se esta nota for recuperada por funcionários da Fundação, por favor notem que a entidade não aparentou ter quaisquer traços físicos significativos, além de ser imune ao seu próprio efeito. Um[DADOS INTERRUPIDOS]
Seguindo operações de recuperação, e limpeza da Área de Pesquisa 908, a carcaça de SCP-2082 foi encontrada a cerca de um quilômetro do sítio. Uma autópsia indicou que este morreu de um aneurisma aórtico, devido a imperfeições no processo de clonagem.
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Bem, acho que está toda a gente. Vamos começar.
Como vocês esperançosamente sabem a esta altura, o 'P' no nosso lema significa 'proteger'. Há dois tipos de proteção que isso implica – proteger o mundo em geral dos efeitos de anomalias, e proteger o mundo em geral do conhecimento dessas anomalias. A Segurança trata do primeiro. Nós tratamos com o segundo tipo.
Deixem-me dar-vos um pouco de contexto.
Agora mesmo, no Sítio-44, um monte de gente num auditório idêntico está a ouvir uma orientação semelhante para a divisão de Segurança, a outra metade de 'proteger'. A Segurança trata com a proteção física da sociedade e da Fundação. Dobrador de realidade a correr por aí numa área metropolitana principal? Segurança. Quebra de contenção de nível Keter? Segurança. GdI hostil a tentar eliminar funcionários vitais ou adquirir um skip valioso? Segurança. Quaisquer guerras que a Fundação lute, eles estão na linha da frente. As ameaças que eles enfrentam são a essência dos pesadelos. Eles têm uma taxa de mortalidade alta, e os únicos obituários frequentemente cobertos de tinta preta.
Mas falem com qualquer um deles, e eles vão jurar por tudo que eles preferem o trabalho deles que o vosso todos os dias da semana.
De volta ao meu – agora vosso – trabalho.
O Departamento de Desinformação abrange a segunda metade de 'proteger' – nós protegemos o público do conhecimento do anómalo. As ameaças que nós enfrentamos são os nossos amigos, vizinhos, familiares, e cada pessoa neste planeta que está a viver a sua vida o mais normalmente possível. Toda a gente que conhecem continua a ser o que é – por favor, mantenham os vossos amigos normais, cuidem dos vossos pais. Melhor para a saúde mental. Mas, daqui para a frente, para além de serem o vosso melhor amigo – eles agora também são uma possível fuga. Isso vale para toda a gente que conhecem, e toda a gente que alguma vez vão conhecer.
Desenvolver paranoia é um requerimento do trabalho.
Vai haver momentos onde vocês vão ter que fazer coisas horríveis e indesculpáveis aos outros. Durante o percurso deste trabalho, vocês talvez – quase certamente irão – ter que mentir, embaraçar, trair, roubar, coagir, extorquir, descreditar, ameaçar, lutar, torturar, mutilar, e possivelmente matar os vossos companheiros em defesa do sigilo do anómalo.
O que quer que tenha que ser feito, vocês farão. Eu usaria o velho cliché 'falhar não é uma opção', mas isso seria uma afirmação incorreta. A outra opção é o pânico em massa e o fim do mundo, se não da própria realidade, porque alguém não podia ser incomodado a partir alguns ovos para prevenir isso de ocorrer.
A Segurança talvez tenha que dar as suas vidas pela causa, mas vocês irão perder pelo menos parte da vossa humanidade.
Muitos, se não vocês todos, vêm de outro lugar dentro da Fundação. Vocês provavelmente estão acostumados a ver e lidar com coisas horríveis. Levantem as mãos. Alguém do Comitê de Ética? Ninguém? Isso não é muito incomum. Mas, eles são os melhores equipados para lidar com este tipo de coisa. Se tiverem a oportunidade, vão à orientação deles. Coisas que verdadeiramente dão que pensar.
A Fundação como um todo faz coisas más porque tem que fazer – alguns talvez pensem nisso como algo a que nós somos forçados, outros como sacrifícios para o bem maior. Mas no final do dia, a Fundação é composta de uma coleção de ações feitas por pessoas individuais. Uma dessas pessoas é você.
Até agora, têm sido um espectador. Tem existido uma camada de separação entre vocês e as coisas horríveis. Vocês observaram durante um estudo. Defenderam outros do anómalo. Talvez até tenham requisitado algo que sabiam que ia acabar mal, mas precisava de ser testado para se ter a certeza. Isso é o suficiente para dar pesadelos a qualquer pessoa normal, talvez algum trauma mental.
O Departamento de Desinformação vai ainda mais além. Vocês vão sujar as vossas mãos, e isso vai afetar-vos.
Se vocês estiverem no campo, vocês estarão a queimar uma casa com uma família lá dentro porque o Sr. Simmons juntou dois com dois sobre o que realmente aconteceu com o seu irmão. Ele acumulou três anos de conhecimento e contatos. Uma execução direta seria suspeita – amnésticos ainda mais. Como uma parte do Departamento de Desinformação sob Relações Exteriores – é o vosso trabalho lidar com isso rapidamente e discretamente. Nem sempre vai ser um incêndio. Talvez seja um deslizamento de terra, um acidente de carro, ou apenas estar no lugar errado no momento errado.
Vocês não estão a observar a casa, ou a dizer a alguém para o fazer. Vocês estão a transportar a querosene e a acender o fósforo. A trancar as portas e a barricar as janelas. A cheirar o fumo e a ouvir os gritos de agonia. A escavar os destroços e a verificar os corpos. A acabar o que o incêndio não acabou, se necessário.
Se estiverem a lidar com controlo de informação, é menos desagradável e muito mais psicológico. Isto é mais uma vez dividido em duas metades.
A primeira metade trata de narrativas de encobrimento. Isso é o que eu faço, na verdade. Peguem numa situação causada por uma anomalia, criem uma história plausível sobre o que realmente aconteceu, disseminem. Vocês vão se tornar muito bons a mentir. No mundo atual, normalmente podem encobrir situações com terroristas solitários, cultos, esse tipo de coisas. "Isso não parece assim tão mau, Jane." Talvez não seja. Tudo o que faço é mentir para viver. Mas de certeza que me afeta.
A segunda metade trata de reforçar essa narrativa e apagar outras. Isso significa limpar a cena e fazer com que combine ao nível forense, e depois lidar com as testemunhas. Criar mentiras é fácil, mas torná-las na verdade é difícil. Limpar a cena é suficientemente autoexplicativo, mas não-trivial e extremamente sensível ao tempo. Quanto mais rapidamente for limpa, menor é a exposição mediática de anomalias genuínas com que nós temos que lidar.
Testemunhas. Normalmente, amnésticos podem ser aplicados. Se o apanharmos rapidamente. Um par de horas é o melhor caso, eles funcionarão razoavelmente no espaço de alguns dias. Depois disso, amnésticos criam mais problemas do que resolvem. Eles provavelmente escreveram sobre, ou contaram a alguém. Mudanças radicais em comportamento ou remoção dessas memórias iria chamar a atenção para a Fundação em vez de a afastar.
Pessoas desse tipo precisam ou de ser descartadas – o que nós tentamos evitar, tem um ar bem suspeito – ou descreditadas. Há diversos métodos diferentes de o fazer. Na era moderna, isso normalmente envolve falsos testemunhos. O primeiro caminho é retração/embaraçamento público. Muitos métodos diferentes aí. Uma palestra inteira, na verdade. O segundo caminho é intervenção do governo – plantem algo para os ligarem a terrorismo, ou espionagem, e qualquer governo que existir vai rapidamente apanhá-los e mandá-los para a prisão por muito tempo.
Para evidências reais, físicas, nós temos que explicar isso como manipulação digital. O problema gera-se quando evidência que é difícil de adulterar aparece. Algumas vezes, documentos genuínos da Fundação são vazados, algumas vezes são gravações ou imagens análogas. Nos piores casos, alguém publica um risco cognitivo. Esses são quase impossíveis de lidar diretamente.
O Departamento também tem uma filial ativamente gerando e disseminando informação falsa dia e noite, mas ocasionalmente o público agarra-se a uma anomalia real no meio das centenas de falsas.
Alguns de vocês talvez irão trabalhar com governos totalitários. Eles vão ser gratos por vos ter – muita da pesquisa de armas deles vem de nós. A Fundação faz muita pesquisa em países subdesenvolvidos. Menos olhares intrometidos, mídia suprimida, corrupção facilmente manipulável, menor preocupação com direitos humanos. O vosso trabalho é controlo de informação nesse país em particular. Alguns países gostam de vos pôr no governo, alguns gostam de vos manter nas sombras. De qualquer maneira, vocês vão estar a ajudar a aplicar a vontade de um ditador chanfrado. Funcionários da Fundação também têm um hábito irritante de serem colocados na lista de alvos da CIA e outras agências de inteligência. Não se preocupem, há treinos para isso.
Alguns de vocês vão contactar com o Departamento de Segurança Interna ou o Comitê de Ética. Vocês vão ter outra orientação com eles, mas vocês vão estar a fazer basicamente a mesma coisa que estariam a fazer caso contrário, exceto internamente em vez de externamente. Esse é um dos lugares onde até mesmo eu não tenho todas as peças, então não posso dizer muito sobre isso.
E há centenas de outras posições, todas com descrições de trabalho vastamente diferentes. A única coisa que elas têm em comum é que todas elas, mais ou menos diretamente, fodem com a vida das pessoas e a maneira como elas vivem.
É muita coisa para assimilar. Vocês foram todos selecionados para estas posições devido a vossa aptitude para as tarefas, resiliência mental, e uma disponibilidade anterior para fazer o que quer que seja necessário. Os cursos de treinamento decorrem tanto com formas de lidar com seu trabalho e com o que lhe cabe que isso é quase mais relevante do que a parte da habilitação. Esta apresentação é um tipo de visão geral mais detalhada do que vocês vão aprender nos próximos meses, e o que vão estar a fazer depois disso. Vocês vão começar a aprender detalhes mais tarde.
Agora eu irei responder a questões.
Você, com a gravata roxa. Quem sou eu e porque é que eu estou aqui? O meu nome é Jane Mossbury, eu sou a chefe do departamento para encobrir desaparecimentos em massa. Eu estou aqui porque eu tirei o palito mais pequeno.
Fato azul-marinho. É tão mau como eu faço parecer? Isso é para você determinar por si mesmo. As horas são afortunadamente bem piedosas, e os benefícios são bem bons, mas o stress vai-se acumular ao longo do tempo. Eu não tenho a certeza se o chamaria de 'satisfação do trabalho', mas há um pequeno formigueiro de ser uma parte integral de uma conspiração que os teoristas dificilmente poderiam imaginar. Isso é também descontando quão bem lida com as tarefas exigidas de você. E a papelada.
Polo preto. Acompanhamento psiquiátrico? Está disponível. Fortemente recomendado. Grupos de suporte reúnem-se nas terças, informação está no quadro de anúncios. Próxima questão.
Gabardina preta. Perdoe-me, as minhas desculpas, outra gabardina preta. Deslocação? Varia, dependendo na sua posição. Assim de repente, limpadores de campo – agentes que vão e limpam incidentes anómalos antes de alguém conseguir chegar até eles – deslocam-se frequentemente. Planeadores de contingência requerem menos. Muito do pessoal digital nunca chega a se deslocar.
Gabardina preta original. As minhas ações pessoais? Infelizmente, eu não posso mesmo discuti-las. Nós temos um arquivo extenso de ações e reações passadas, mas muitas são classificadas, algumas expurgadas. Eu não me consigo lembrar qual é qual de momento, mas se quiser mesmo saber, pode me procurar no arquivo.
É tudo? Bem, se tiverem mais alguma, sintam-se à vontade de me encontrarem no meu escritório ou na cantina.
Quase esqueci. Uma das poucas vantagens de estar no Departamento de Desinformação, é que a nossa cantina é um bar completo, [REFORMULADO]. Na tradição de sessões de orientação acabarem com algum tipo de refrescos, eu organizei um bar aberto. Quer bebam uma bebida devagar ou de um gole, é a vossa decisão.

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