H. P. Bellarose

Haveria de existir um oceano tão negro quanto este? Mesmo a presença do Maquinário do Amanhecer não afastava a escuridão opressora; mesmo o brilho latente das lentes magníficas do Amanhecer não eram capazes de dispesar o véu da noite que encobria o ambiente.

A própria luz procurava conforto, concendendo-os um brilho idiosincrático; não, não a fosforecência, algo monumental, uma aura. Uma proteção contra as trevas que percorriam a infinitude artifical da minuta costa qual acondiciona a cidade portuária.

Haveria de existir um oceano tão negro quanto este? Embarcações afastavam-se mas nunca partiam da minuta costa; o maquinário sempre no horizonte, cuja a luz, personificação do Sol que há muito escondia-se pelos entremeios de nuvens negras, banhava a cidade contra a escuridão opressora.

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