3/XXX-PT NÍVEL 3/XXX-PT
CONFIDENCIAL
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Item nº: SCP-XXX-PT
Classe do Objeto: Keter
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Nível de Ameaça: Branco
Procedimentos Especias de Contenção: Devido à aleatoriedade de aparição de SCP-XXX-PT, sua contenção é impossível.
Força Tarefa Móvel PT47-β ("Os Vigilantes") deve monitorar registros de casos de suicídios em toda a área em que SCP-XXX-PT possa manifestar-se para remoção de possíveis registros de aparições da anomalia divulgadas em mídias sociais, ou, caso haja impossibilidade desta, devem ser tidas como fotomontagens e/ou exposições artísticas. Possíveis testemunhas devem receber amnésticos Classe A. Fotografias e gravações que testemunharem SCP-XXX-PT devem ser recolhidas e armazenadas no Acervo Bibliográfico e Documental do Sítio PT7.
Descrição: SCP-XXX-PT é uma entidade humanoide aparentemente constituída inteiramente de metal enferrujado, na qual não possui qualquer tipo de feição, movimentação e veste corporal ou facial. SCP-XXX-PT não aparenta mudar de aparência entre diferentes manifestações.
SCP-XXX-PT manifesta-se quando um indivíduo com transtornos depressivos e/ou tendências suicidas encontra-se no parapeito de um prédio, em qualquer região metropolitana do Brasil ou de Portugal. Neste momento, o indivíduo a testemunhar SCP-XXX-PT começará a visualizá-lo, também no parapeito de um prédio próximo, como um homem de aproximadamente meia-idade, a vestir trajes sociais descritos pelas testemunhas como antigas porém modernas, do século XX. Além disso, em todos os casos registrados, SCP-XXX-PT é sempre visto parado e comportando-se como um humano normal, porém não age de forma coesa para com a circunstância, tal como olhar para o relógio, pegar um maço de cigarros e começar a fumar, puxar folhas de jornal e começar a ler, olhar para dois lados de seu horizonte como estivesse esperando por algum transporte, etc.
Devido à falta de informações dadas pelas testemunhas e ao falecimento de muitos indivíduos conseguintemente, é desconhecido se SCP-XXX-PT possui uma aparência específica para cada testemunha ou se altera-a, e se já houve qualquer tipo de comunicação ou contato entre as testemunhas e SCP-XXX-PT. Quaisquer outras testemunhas oculares que visualizarem SCP-XXX-PT o verão como a tal entidade humanoide citada inicialmente.
Os relatos iniciais da manifestação de SCP-XXX-PT ocorreram entre 1934 em Portugal e 1939 no Brasil, porém sendo poucos difundidos em tais regiões por conta da ação de organizações presentes e atuantes nestas épocas.
Item nº: SCP-XXX-PT
Classe do Objeto: Seguro
Nível de Ameaça: ● Amarelo
Procedimentos Especiais de Contenção:
Descrição: SCP-XXX-PT é o projeto de uma paratecnologia desenvolvido pela Superintendência Brasileira do Paranormal, referente a uma granada de mão anômala. Visualmente, SCP-XXX-PT assemelha-se a
4/180-PT NÍVEL 4/180-PT
SECRETO
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Item nº: SCP-180-PT
Classe do Objeto: Thaumiel
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Nível de Ameaça: Amarelo
Procedimentos Especias de Contenção: Todo o material de SCP-180-PT está atualmente no Sítio PT4 para pesquisas, desenvolvimento e produção de armamento pesado de Forças-Tarefa Móveis, times de resposta e oficiais de segurança; além de sua utilização na composição de suprimentos médicos, distribuídos aos times e equipes já citadas e em todas as instalações seguras da Fundação Lusófona.
À esquerda, a parte sólida de SCP-180-PT; à direita, SCP-180-PT misturado à [REDIGIDO].
Descrição: SCP-180-PT é um mineraloide anômalo de coloração rosa, com composição química desconhecida, tendo dureza de 10 na escala Mohs, suportando pressão aproximada de 1██ megapascals. Ao ser posto em temperaturas maiores de 1100°C, SCP-180-PT consegue fundir-se com materiais vivos ou não-vivos, aumentando sua massa. SCP-180-PT torna-se totalmente maleável ao toque de seres vivos e materiais biológicos, ou ao ser posto em temperatura menor de -30°C.
SCP-180-PT tem a capacidade anômala de aumentar os efeitos de substâncias (alucinógenos, explosivos, inorgânicos, narcóticos, remédios, tóxicos etc) e compostos (ácidos, inorgânicos, orgânicos etc) a partir da fusão de tais com SCP-180-PT. SCP-180-PT pode ser utilizado em tal processo principalmente no estado de pó ou líquido, de acordo com a condição química da substância a ser mista com SCP-180-PT.
Adendo 180.1: Descoberta e Histórico
SCP-180-PT foi encontrado pela primeira vez em meados do século XVIII na região de ████████, Minas Gerais, durante o Brasil Colonial. Por ter sido nunca antes visto mundialmente e pelas suas habilidades físicas anômalas, SCP-180-PT foi classificado como uma paranomalia pela Real Academia de Ciências Paranormais. Em torno do começo do século XIX, SCP-180-PT foi extraído por completo de sua jazida e a partir de então, o objeto começou a ser melhor investigado.
Durante o Estado Novo português, SCP-180-PT foi usado como parte do armamento da Legião Portuguesa, embora de forma confidencial, no combate a ameaça comunista e anarquista. Próximo ao fim do regime salazarista, SCP-180-PT fez parte da armaria de ambas infantarias do regime autoritário: dos adeptos ao regime, e de forma clandestina, dos opositores revolucionários.
Com o aparecimento da Superintendência Brasileira do Paranormal, SCP-180-PT foi novamente utilizado pela Academia Científica do Anômalo juntamente com a Fundação Brasileira na derrubada bem sucedida da SBP.
Adendo 180.2: Resumo de Relatórios de Testes
| Condição de SCP-180-PT |
Uso em |
Resultados |
| Estado em pó. |
Pólvora sem fumaça, utilizada em armas de fogo modernas. |
De acordo com registros da falecida Academia Científica do Anômalo e com novos testes feitos pela Fundação, SCP-180-PT tem a capacidade anômala de amplificar o poder de qualquer arma de fogo em mais de 300%, a partir do acréscimo de SCP-180-PT a pólvora sem fumaça. |
| Estado em pó ou líquido. |
Drogas naturais e sintéticas; remédios sólidos (comprimidos, cápsulas e pílulas) e líquidos (xaropes, colírios, solução e suspensão), como também em pastosos (cremes e pomadas). |
De acordo com relatórios de testes da Academia Científica do Anômalo e da Fundação, SCP-180-PT tem a capacidade anômala de ampliar e intensificar os efeitos determinados de drogas e remédios em aproximadamente 400%. Os efeitos colaterais igualmente se amplificarão de acordo com o grau de potência de tais efeitos. |
| Estado líquido. |
Ácidos. |
Conforme relatório de testes da Fundação, SCP-180-PT tem a capacidade anômala de amplificar e intensificar a potência da acidez de ácidos em aproximadamente ████%. |
| Estado em pó ou líquido. |
Corpo humano, via oral, nasal e intravenosa. |
Conforme registros da Academia Científica do Anômalo e novos relatórios da Fundação, a introdução de SCP-180-PT no corpo humano causa, em geral, ressecamento dos órgãos, convulsão no indivíduo e posteriormente, a morte do indivíduo. |
Adendo 180.3: Resumo de Propostas para Utilizações de SCP-180-PT
180/α
RESUMO DE PROPOSTA
PROPOSTA:
"Utilizar SCP-180-PT como utensílio de melhora do armamento das Forças-Tarefa, oficiais e instalações da Fundação Lusófona." (Diretor de Segurança do Sítio PT4)
RESUMO DE VOTOS DO CONSELHO CL5:
| SIM |
NÃO |
ABSTENÇÃO |
| CL5-01 |
CL5-02 |
CL5-09 |
| CL5-03 |
CL5-07 |
CL5-13 |
| CL5-04 |
CL5-10 |
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| CL5-05 |
CL5-11 |
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| CL5-06 |
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| CL5-08 |
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| CL5-12 |
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NOTAS:
Uso de SCP-180-PT na melhora do armamento da Fundação Lusófona aprovado pelo Conselho CL5 e pelo Comitê de Ética.
180/α
RESUMO DE PROPOSTA
PROPOSTA:
"Utilizar SCP-180-PT para amplificar os efeitos de cura de remédios utilizados na Fundação." (Diretor de Bio-Pesquisa do Sítio PT4)
RESUMO DE VOTOS DO CONSELHO CL5:
| SIM |
NÃO |
ABSTENÇÃO |
| CL5-01 |
CL5-11 |
CL5-05 |
| CL5-02 |
CL5-13 |
CL5-09 |
| CL5-03 |
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| CL5-04 |
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| CL5-06 |
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| CL5-07 |
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| CL5-08 |
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| CL5-10 |
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| CL5-12 |
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NOTAS:
Uso de SCP-180-PT amplificar efeitos de cura de remédios da Fundação Lusófona aprovado pelo Conselho CL5 e pelo Comitê de Ética.
180-189/ε
RESUMO DE PROPOSTA
PROPOSTA:
"Utilizar SCP-180-PT como amplificador dos efeitos do ácido fluorantimônico para melhor contenção de SCP-189-PT." (Diretor de Segurança do Sítio PT██)
RESUMO DE VOTOS DO CONSELHO CL5:
| SIM |
NÃO |
ABSTENÇÃO |
| CL5-01 |
CL5-02 |
CL5-03 |
| CL5-04 |
CL5-05 |
CL5-10 |
| CL5-06 |
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| CL5-07 |
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| CL5-08 |
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| CL5-09 |
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| CL5-11 |
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| CL5-12 |
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| CL5-13 |
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NOTAS:
Uso de SCP-180-PT para melhorar contenção de SCP-189-PT aprovado pelo Conselho CL5.
2 de Dezembro de ██,
Fomos enviados a mais uma expedição para fora de Portugal. Dessa vez para encontrarmos algo relacionado a mitologia eslava. Aparentemente, há uma divindade real vivendo em uma floresta na Rússia.
Espero que dessa vez seja verdade. A última vez que nos enviaram para outro país atrás de entidades religiosas encontramos apenas um velho rabugento que fedia a pinga.
Como disse em notas passadas, A Ordem está a nos enviar para expedições atrás de itens e divindades religiosas que aparentemente são reais. Nada perigoso, apenas vamos registrar o que acontece ou o que há no local e vamos embora. Enviam novatos que querem participar d'A Ordem da Torre e do Valor.
A maioria do grupo é pesquisador e está a se formar em Teologia, como eu. Mas dessa vez o grupo aumentou. Há mais armados e especialistas do que das últimas vezes. Disseram-nos que será a última expedição do grupo, e que se fizermos um bom trabalho, iremos ingressar para A Ordem.
Foram mais de dez horas de viagem, além da estrada de terra que tivemos que pegar até chegar a um pequeno vilarejo. Já é tarde, por agora vamos acampar em algum lugar por perto.
3 de Dezembro de ██,
É o início do inverno aqui na Rússia. É pior do que eu imaginava.
Hoje, eu, Mendes, Igor, e Ivo e Souza, que são nossos tradutores, vamos perguntar aos moradores locais sobre a floresta e sobre a divindade que "mora" nela.
Um ancião do vilarejo nos disse que a "lenda" sobre uma deusa é real. Há séculos e gerações que essa história é contada e pessoas acabam desaparecendo.
"Zorya, deusa do panteão eslavo (que em mitos comuns aparece como duas mulheres representando a manhã e a noite), possui um romance escondido com um Leshii (espírito da floresta que protege animais selvagens e florestas), e é engravidada pela criatura tempo depois.
Dažbog, o Deus do sol e pai de Zorya, condena o amor entre os dois, e prevê que a fruto do relacionamento causará a destruição do universo.
Dažbog, então, manda entidades para caçarem o Leshii, que é atacado, mas consegue fugir, e desaparece.
Zorya escapa da ira de seu pai, e para proteger a si mesma e sua filha, cria uma floresta, e lá permanece até hoje."
A única pessoa que saiu da floresta para contar história foi o tal ancião. Acho que depois que saiu de lá, ficou louco.
Disse também que há casas dentro da floresta, que foram abandonadas quando a floresta cresceu. Sim, a floresta cresce. Em todo início de Verão, Inverno e Primavera a floresta se expande. E olha só, vamos presenciar um desses estágios!
Julio, um dos especialistas d'A Ordem disse que iremos adentrar na floresta ao amanhecer. Não me parece uma boa ideia, mas eles ficaram excitados quando souberam que há um búnquer dentro da floresta. Não nos contaram o quê há dentro. Desconfio que nem eles saibam.
3 de Dezembro de ██,
É 3:30 da manhã. Não pensei que amanhecesse tão cedo por aqui. Iremos partir em cinco minutos.
Tivemos que pegar uma trilha para chegar na floresta. Uma placa feita às pressas não muito convidativa diz "Intrusos serão condenados".
Ao adentrarmos a floresta o clima mudou por completo, o frio de graus negativos se transformava apenas em ventos gritosos que não param. Há um ar de solidão e melancolia nesta floresta.
O solo começou a estremecer rapidamente e chuvas torrenciais começaram. A floresta deve estar se expandindo. Acabamos encontrando um dos casebres que o ancião havia falado sobre. Esperamos que isso passe logo.
4 de Dezembro de ██,
É madrugada e as trovoadas e tremores pararam. Iremos sair do casebre para continuarmos a expedição.
Não é possível. Aparecemos em outro lugar. Fomos teleportados para outra parte da floresta enquanto ela se expandia. Há uma névoa espessa por todos os lados. Esperamos que isso não atrapalhe nosso caminho.
Depois de uma hora trilhando pela floresta, encontramos finalmente o búnquer. Há um painel com 16 códigos em sua porta, de uma tecnologia que nenhum membro do grupo conhece.
Os membros d'A Ordem já sabiam que encontraríamos essa estrutura. Um dos nossos é especializado em códigos e senhas. Espero que ele abra a porta antes da expansão da floresta voltar a estremecer tudo.
Aves começaram a crocitar depois de pararmos no búnquer. Elas passam muito rápido para ver que espécie é, mas parecem corvos que possuem olhos luminosos. Algo surreal.
Levi, o nosso especialista em códigos disse que já foram 50 tentativas de códigos, e faltam 206. Isso, claro, caso o código que abra a porta do búnquer contenha todos os 16 dígitos.
Estamos a duas horas neste lugar, e estamos começando a escutar coisas. Estalos das árvores, murmúrios, mais crocitos.
Meu pai valorizava tanto seu trabalho que nem percebia que havia uma família. Sempre com seus amigos do ramo, feliz que conseguira realizar seus experimentos bem sucedidos (que sempre falava que iriam melhorar o mundo por completo), e preocupado com o que iria fazer depois. Meu pai com certeza morreu descontente. O filho não seguira a profissão do pai.
Após a morte de meu pai, minha irmã, mais nova que eu, fugiu de casa. Ela adorava meu pai e seus trabalhos, sempre querendo acompanhar ele em seus locais de trabalho. Pode se dizer que ela era a filha predileta dele. Minha mãe, ficou abalada, não com a morte de meu pai, mas sim com o sumiço de minha irmã.
Após descobrir minha esterilidade, abandonei o exército (onde passei quatro anos lá), e fui seguir o que meu pai tanto sonhava o que queria que eu seguisse, as Biológicas. Consegui terminar minha primeira licenciatura. Minha mãe, que, apesar de feliz com meu feito, discordava de meu pai: "Siga seu próprio destino, não se force a algo que você não deseja.". Era tarde de mais para voltar.
Um dia, meu telefone tocou. "Peña, precisamos conversar". Era meu professor da faculdade. Peña era meu apelido na época. Significa e abrevia "teima" em espanhol. Apesar de eu insistir muito em algo, no final sempre dava certo. Apesar de não gostar muito do apelido, aprendi a suportá-lo.
Era uma quinta-feira à noite, meu ex-professor conversaria comigo após a aula. Disse que, se concordasse com a proposta na qual iria falar, não teria mais volta. Me apresentara a Fundação. Precisavam de especialistas, mestres, doutores da área de Biológicas para integrarem uma chamada "Força Tarefa Móvel". Meu professor sabia que havia me alistado ao exército anos atrás. Interessei-me, claro. E dito e feito, não havia mais volta.
Era um mundo completamente novo, que, de início, achava que era um sonho ou tudo fantasia. Participei do 2º Batalhão da Força Tarefa Móvel "Filhos de Leshii". Infelizmente ou não, tive uma perna arrancada e duas costelas quebradas. O filho da mãe que estávamos a conter era pior do que pareciam dizer. Além de mim, um recém-contratado sobreviveu. Era jovem, tinha seus vinte e poucos anos. Infelizmente, ficou traumatizado com o que aconteceu.